3 de jan de 2018

Afinal, Pedro Fernandes ministro seria bom ou ruim para o Maranhão? Ou dependeria de estar com Dino ou Sarney?

Afinal de contas a ida do deputado Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho seria bom ou ruim para o Maranhão? A pergunta se faz necessária devido ao debate surgido após o anúncio dessa possível nomeação e a inversão do discurso após a não confirmação dessa escolha.

Quando na semana passada, foi anunciado que a bancada petebista havia optado por Pedro Fernandes para o lugar de Ronaldo Nogueira não faltaram críticas por parte de simpatizantes de Flávio Dino (PCdoB) de que tratava-se de mais uma manobra do ex-presidente José Sarney (MDB-AP) para prejudicar o governador. Logo começaram as acusações ao deputado - traidor, vendido e outras adjetivações negativas -, simplesmente porque não iria mais fazer parte do grupo do Palácio dos Leões, portanto passou a prevalecer as últimas decisões do parlamentar, que em duas oportunidades votou contra a autorização, pela Câmara Federal, para que o presidente Michel Temer fosse investigado no Supremo Tribunal Federal (STF).

O que muitos desses críticos esqueceram de mencionar foi a atitude de Pedro Fernandes na votação do impeachment de Dilma Rousseff (PT), quando manteve sua lealdade à ex-presidente e votou contra seu afastamento, mas o que deveria ser passado para a sociedade era de "vendido a Michel Temer" a fim de justificar o currículo de não merecedor de estar ao lado do governador.

Pois bem, tão logo saiu a notícia de que Pedro Fernandes não iria mais compor a equipe de Michel Temer, eis que as mesmas vozes que se levantaram para criticar a indicação passassem a defendê-lo, simplesmente porque quem teria vetado seria o mesmo que teria indicado: Sarney. Um dos argumentos dos que agora defendem Pedro Fernandes, mas até segunda-feira o criticavam, é o de que, o ex-senador Sarney pensando mais nos seus interesses políticos do que no Maranhão impediu o estado de ter o segundo ministro, que, dizem agora, seria de muita importância para os maranhenses.

Nada contra o discurso de ontem e o de agora, pois cada um tem o direito de externar suas satisfações e contrariedades, mas estranha é a mudança repentina de pensamento. Afinal, quando Pedro Fernandes emplacou o filho Pedro Lucas na equipe de Flávio Dino e isso implicou na ida do PTB para a coligação com o PCdoB em 2018 não faltaram elogios por haver rompido com o Grupo Sarney, mas quando se deu a quase ida para um ministério de Temer e imaginando que isto poderia tirar os petebistas da aliança com Dino, passou a ser demonizado; agora que está fora do governo Temer, voltou a ser o bom Pedro Fernandes.

Não resta a menor dúvida de que Pedro seria um bom ministro, independentemente de estar com ou sem Sarney ou com Dino. O que prejudica qualquer político nesta situação é a cegueira dos que criticam e elogiam, pois nunca sabem o que dizem.

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