15 de jan de 2018

Erivelton Lago diz que debate público sobre divergências políticas no seio da advocacia não deve prejudicar a OAB

O advogado Erivelton Lago (foto), ex-conselheiro e ex-presidente da Comissão de Prerrogativas dos Advogados na seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA), em entrevista a Osvaldo Maia, no programa Passando a Limpo da Difusora AM, manifestou nesta segunda-feira (15) preocupação com o debate público sobre divergências políticas por um dos grupos da instituição, pois teme que isto possa macular sua imagem perante à sociedade.

Ele se refere às postagens  nas redes sociais e às declarações à imprensa feitas por conselheiros e diretores, neste fim de semana, por conta de medidas que teriam sido tomadas pela diretoria após o presidente Thiago Diaz ter manifestado desejo com o que não concordam alguns dos seus aliados, dentre eles o conselheiro federal Charles Dias, que diz estar sendo quebrado o acordo de não haver reeleição do presidente.

Na opinião do advogado, se não houve cumprimento de acordos pré-eleitorais e isto incomoda alguns a ponto de provocar rompimento para as próximas eleições, que o assunto seja tratado internamente pelo grupo e na impossibilidade de continuarem convivendo politicamente que se divididam, sem trazer seus descontentamentos a público, pois a ideia que passa é que os membros da Ordem são movidos por brigas pelo poder.

Segundo ele, apesar das divergências políticas, os advogados vivem em clima de harmonia e prova disto é que é possível encontrar profissionais dos diferentes grupos existentes na Ordem reunidos em horas de lazer e outros eventos sociais, em visitas aos escritórios etc, portanto não se justifica trazer à tona um problema criado por divergências de opinião.

O debate com a sociedade, segundo ele, deve ser sobre aquilo a que se propõe a Ordem, que é defender o Estado Democrático de Direito, a agilidade da Justiça, o cumprimento das leis pelo poder público etc. As divergências políticas devem ser resolvidas num ambiente apropriado, sem passar a ideia de que a ânsia por poder é que justifica a militância dos advogados dentro do seu órgão de classe.

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