26 de jan de 2018

Projeto de florir sacadas de casarões no Centro Histórico é interrompido e o mato dá sinais de abandono do bairro

Vez por outra, a população de São Luís é surpreendida com o lançamento de alguns programas que sinalizam para uma melhoria considerável na paisagem urbana da cidade, sempre com a promessa, do poder público, de que o objetivo é incentivar o turismo e melhorar as condições de vida da sociedade local, mas com o tempo caem no esquecimento e ninguém justifica o porquê da interrupção.

Um dos desses exemplos foi o lançamento em 2016, a poucos meses da eleição para prefeito, de um projeto voltado para florir as sacadas dos casarões coloniais do Centro Histórico (tombado). Um beleza de iniciativa. O lançamento foi feito na Secretaria Municipal de Turismo com a presença da primeira-dama, Camila Braga, e da secretária Socorro Araújo, e a promessa era de que até o final do ano todos os prédios estariam com este tipo de decoração.

Os moradores e os turistas que viram essas imagens divulgadas diversas vezes na Internet e outros meios de comunicação, se procurarem pelo andamento desse projeto terão uma grande decepção, pois nenhum outro casarão recebeu flores para enfeitar suas sacadas, e o pior: até mesmo no prédio da Setur não há mais nenhum sinal de que algum dia houve tal lançamento.

Primeiro as plantas, sem cuidado, morreram; depois nem substituídas foram; e por último até os jarros desapareceram.

É bem verdade que a Praia Grande e outros bairros da zona tombada continuam com muito verde, só que por descaso. Isto mesmo: sem cuidado, o mato vai crescendo e tomando conta das paredes tornando as edificações ainda mais inseguras, já que a vegetação acumula água e as raízes comprometem a estrutura de pedra e alvenaria.

Para quem desanima, um consolo: 2018 será ano de eleição e, quem sabe, um novo esforço será feito para continuidade do projeto, mas um alerta não pode ser esquecido, pois em 2019 é provável que tudo volte a ficar como está.

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