26 de fev de 2018

A ordem agora é desqualificar Zé Reinaldo, num modus operandi mais perverso do que quando rompeu com o Grupo Sarney em 2004 e trouxe Flávio Dino para a política

Desde sábado (24), quando o jornal O Imparcial, publicou em primeira mão reportagem sobre o rompimento José Reinaldo Tavares (sem partido) com Flávio Dino (PCdoB), o que foi ratificada, domingo, pelo Jornal Pequeno, "comentaristas" de plantão nas redes sociais entraram em ação numa clara tentativa de desqualificar o deputado federal e ex-governador, que foi o principal patrocinador da entrada do comunista na política. O modus operandi é o mesmo que se pratica sempre que alguém, de 2015 para cá, se insurge contra o Palácio dos Leões. Leia reportagem em Maranhão Hoje.

Golpista, traidor, velho gagá e vendido à oligarquia são alguns dos adjetivos utilizados para desconstruir a imagem daquele que, ao romper com o Grupo Sarney em 2004, possibilitou, pela primeira vez, desde 1965, a oposição chegar ao poder e lançou na política novos nomes dos que iriam engrossar o pelotão do anti-saneysmo, dentre eles o hoje governador, que em 2006 foi eleito o quarto mais votado deputado federal, mesmo sem ter um reduto eleitoral, mas contando com as bênçãos do governo, então dirigido por José Reinaldo.

O preço pago por trazer à tona o tratamento recebido do governador, a quem ajudou tanto, seria mais pesado do que o de ter rompido com seus antigos aliados, pois naquela época teve forças para resistir a todos os tipos de pressão, inclusive a do ex-presidente Lula, que tudo fez para ele se reaproximar de Sarney, e agora a estratégia seria a deixá-lo sem crédito junto à população para pleitear qualquer tipo de mandato eletivo.

Os que agora tentam desqualificar Zé Reinaldo são os mesmos que fazem vistas grossas às alianças de Flávio Dino com outros que tiveram as mesmas atitudes do deputado no Congresso Nacional tanto em relação ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) quanto a não autorização pela Câmara Federal para investigação do presidente Michel Temer pelo Supremo Tribunal Federal (STF). São eles:

  • Pedro Fernandes (PTB) - votou contra o impeachment, mas duas contra às investigações Michel Temer
  • Eliziane Gama (PPS) - votou pelo impeachment de Dilma e a favor das investigações do presidente Temer
  • Juscelino Filho (DEM) - votou pelo impeachment de Dilma e contra as investigações do presidente Temer
  • André Fufuca (PP) - votou pelo impeachment de Dilma e contra as investigações do presidente Temer
  • Cleber Verde (PRB) - votou pelo impeachment de Dilma e contra as investigações do presidente Temer

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