19 de fev de 2018

Passageiros ficam expostos à chuva em paradas de ônibus, mas Prefeitura dá prioridade é para sinalização eletrônica

No bairro da Alemanha, passageira na chuva aguardando a  sualocomoção
A Prefeitura de São Luís está colocando em funcionamento um dos mais sofisticados e caros sistemas de vigilância eletrônica no trânsito da capital a fim de flagrar motoristas em comportamentos inadequados, o que pode render pesadas multas ao infrator.

As câmaras colocadas em diversos trechos das principais avenidas da cidade podem registrar com nitidez inquestionáveis situações como, por exemplo, manuseio de celular, sustentar o volante com apenas uma mão, motorista e passageiros sem cintos de segurança etc.

A justificativa da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT) é a necessidade de tornar o sistema de trânsito mais seguro, mais humanizado, de forma a garantir àqueles que no seu dia-a-dia necessitam sair de casa, no deslocamento para o trabalho, escola, lazer ou outras necessidades, e devem retornar a seus lares seguros, isto é, a Prefeitura quer apenas proteger o cidadão, e não aumentar sua receita com pesadas multas.

Até aí tudo bem, mas não dá para compreender como uma administração municipal que está partindo para o seu sexto ano tenha disponibilidade orçamentária para um investimento tão alto e não disponha de recursos para cuidar do básico, como, por exemplo, garantir aos usuários do transporte coletivo pelo meno um teto para se proteger do Sol ou da chuva nas paradas de ônibus que a Prefeitura escolhe onde devem ficar.

Passageira se protege do Sol na sombra do prédio em frente a uma parada de
ônibus na Avenida dos Africanos, no bairro do Coroado: transporte humanizado
Em diversos pontos desta cidade, o que mais se vêem são pontos de ônibus, com a devida placa de identificação de que ali é lugar de embarque e desembarque para quem se locomove por ônibus, sem nenhuma proteção, como é o caso de uma parada de ônibus na Avenida dos Franceses, a altura do antigo terminal rodoviário, no bairro da Alemanha, onde os passageiros ficam desprotegidos, como atesta a foto principal desta postagem em que uma senhora se protege com uma sombrinha (ou guarda-chuva), o que não impede de se atingida por jatos d´água lançados pelos veículos que transitam pelas vias alagadas da cidade.

O tratamento desumano da Prefeitura mereceria um questionamento da Câmara Municipal, que é a legítima representante da população e fiscalizadora do Poder Executivo, mas seria o caso também de uma ação do Ministério Público e de outros organismos de proteção da sociedade, inclusive o Procon, que nos tempos atuais, quando quer, fiscaliza até obras em BRs, aeroportos e tudo o mais que não diz respeito ao Governo do Estado e às gestões dos aliados deste.

Nenhum comentário: