27 de fev de 2018

Flávio Dino precisa urgentemente de um bom articulador político, antes que seu sonho se transforme em pesadelo

Os últimos acontecimentos na área política mostram que Flávio Dino (PCdoB) precisa, urgentemente, encontrar um articulador para preencher o vazio deixado pelo ex-deputado Humberto Coutinho, falecido em janeiro deste ano, que foi peça fundamental para o seu sucesso nas urnas em 2014.

O articulador do qual está carente o governador não é um agitador de redes sociais, que se utiliza dessa ferramenta para ofender adversários e desqualificar quem ousa manifestar descontentamento com as negociações que vêm sendo costuradas com vistas à sua reeleição, mas alguém que saiba agregar e evitar perdas que podem comprometer a sua campanha eleitoral.

O primeiro sinal de rebeldia veio da base aliada na Assembleia Legislativa, onde seis deputados decidiram trazer à tona denúncias graves sobre o uso da máquina pública para favorecer aliados do governador; depois veio o deputado federal Zé Carlos manifestar decepção com o tratamento que os petistas recebem do governo, isto porque o PCdoB, partido do chefe do Executivo, já tem nas suas contas o PT como "peixe pescado", reação esta que teve o endosso de outro parlamentar aliado, Zé Inácio (leia reportagem em Maranhão Hoje); e para completar, o deputado e ex-governador José Reinaldo, que o lançou na política, decidiu romper com o Palácio dos Leões, ao sentir que estava fora dos planos do governador para sair candidato a senador, e saiu cantarolando a música do mestre Antônio Vieira: Se não quer, tem quem queira.

Flávio Dino, segundo alguns observadores políticos, anda tão embriagado pelos números que os institutos por ele contratados projetam, que se dá ao luxo de perder aliados, já que tem como certa a reeleição, confiante nos apoios de novos aliados, como Cleber Verde (PRB), Juscelino Filho (DEM), Gastão Vieira (PROS), André Fufuca (PP), Pedro Fernandes (PTB) e outros que podem fraquejar na hora da definição nacional sobre ao lado de quem devem marchar essas legendas.

Flávio Dino precisa entender que pode até se reeleger, mas não será tão fácil quanto imagina, e é perigoso cantar vitória antes das convenções partidárias, a partir de quando a disputa começará, pois, como já dizia o velho Vicente Mateus, ex-presidente do Corinthians, o jogo só termina quando acaba.

Nenhum comentário: