27 de fev de 2018

Folclore político: Tancredo Neves não queria Renato Archer e pediu veto a Sarney, que não caiu na armadilha

Quanto mais maranhenses, melhor, Dr. Tancredo Neves!

Último presidente eleito indiretamente pelo Colégio Eleitoral criado pelo regime militar de 1964, Tancredo Neves enfrentava grandes dificuldades para acomodar na sua equipe as mais diversas indicações, e quem dava mais cartas era Ulisses Guimarães, então presidente da Câmara Federal e do PMDB, que indicou para o Ministério da Ciência e Tecnologia o maranhense Renato Archer.

Ao receber esta demanda, Tancredo ficou desapontado, pois tinha outro nome para o cargo, porém não pretendia contrariar o Velho Ulisses e estudou uma maneira de não atendê-lo por uma razão bem forte. Sabedor de que Archer era adversário na política do Maranhão do seu vice, José Sarney (foto), mandou um emissário consultá-lo a fim de saber se concordava com esta indicação, crente de que iria receber como resposta um sim, mas Sarney sacou a jogada de Tancredo.

Quando o emissário fez a consulta, Sarney, numa jogada de mestre, mandou um recado ao presidente:

- Diga ao Doutor Tancredo que quanto mais maranhenses ele puder botar na sua equipe, melhor para mim e não precisa nem me consultar, pois sendo do Maranhão aprovarei todos.

Tancredo morreu antes da posse, Sarney foi efetivado e manteve Renato Archer e ainda levou um segundo maranhense para sua equipe, José Reinaldo Tavares, para o Ministério dos Transportes.

(Extraído da revista Maranhão Hoje)

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