4 de mar de 2018

Edison Lobão diz que "as pessoas não esquecem dos tempos felizes" quando ele era governador do Maranhão

OBSERVATÓRIO POLÍTICO

Em entrevista ao jornalista Paulo de Tarso Júnior de O Imparcial publicada na edição deste domingo (04), o senador Edison Lobão (MDB), ao fazer uma análise de sua atuação política, disse que "as pessoas não se esquecem dos tempos felizes do meu governo". Segundo ele, no período em que governou o Maranhão (1990 a 1994), o estado foi transformado num grande canteiro de obras e ele passou a ser conhecido como "o governador das estradas".

Candidato a reeleição, este ano, Lobão manifesta convicção de que será eleito mais uma vez para o Senado, onde, segundo ele, é um dos mais produtivos. "É do conhecimento geral que sou um dos senadores mais atuantes..., o que mais presidiu comissões na Casa".

Ainda de acordo com o senador, a chapa do MDB está definida. Terá Roseana Sarney candidata ao governo, ele e Sarney Filho para o Senado e João Alberto pode escolher o que quiser ser. Otimista, diz que esta chapa vai ter uma vitória completa, ou seja, conquistará o Palácio dos Leões e as duas cadeiras do Senado.

Escolas - Candidato a deputado federal, agora em oposição ao Grupo Sarney, Gastão Vieira (PROS) lembra que quando foi secretário de Educação, de 1998 a 2002, no segundo governo de Roseana Sarney, reformou mais de quinhentas escolas em todo o Maranhão. Fazendo as contas, ele garante ter feito quase um Escola Digna de Flávio Dino (PCdoB), que diz estar fazendo o mais arrojado programa de requalificação dos estabelecimentos de ensino no Maranhão.

Reforma - E por falar em reformas de escolas, a Secretaria de Comunicação e Assuntos Políticos (Secap) vacilou no texto distribuído sexta-feira (02) sobre a reforma do Centro de Ensino Francisco Alves II, em Davinópolis. De acordo com o texto oficial, a escola estava sem receber uma reforma há mais de trinta anos. Ocorre que sua construção é de 1988, no governo de Epitácio Cafeteira, ou seja, completou 30 anos agora, mesmo tempo que, segundo a Secap, estaria sem reforma. Para desqualificar mais ainda a informação do governo, ano passado, em discurso na Assembleia Legislativab, o deputado Marco Aurélio (PCdoB) reconheceu que houve reformas antes, só que para ele as intervenções não passaram de "pinturas".

Contrabando - A grande pergunta que se faz agora, depois de desbaratada a quadrilha composta também por policiais civis e militares que contrabandeava cargas do Suriname é quem são as empresas abastecidas por essas mercadorias, pois a estrutura física mostra que não era coisa para fornecer a quitandeiros, e sim grandes lojas, do atacado e do varejo. A população merece saber quem são.

Fiscalização - Outra indagação é saber como os veículos que faziam o transporte dessa carga roubada circulavam livremente sem serem interceptados por fiscais da Receita Estadual, já que nos dias atuais até malas de ônibus são revistadas nos postos da Sefaz a fim, justamente, de evitar trânsito de mercadorias sem notas ficais, ou seja, sem recolhimento de impostos.

Uísque baleado? - O item que chama mais atenção no mix do contrabando da quadrilha que tinha o povoado Quebra Pote, na zona rural de São Luís, como sede é uísque, só  Johnnie Walker Black Label, o que leva muito gente a acreditar que andou pagando caro por bebida baleada, imaginando estar consumindo original. Eis a razão também para tanto efeito negativo no dia seguinte a uma boa farra.

PERGUNTAR NÃO OFENDE

  • Afinal de contas, quem são os dois deputados e o secretário de Estado que dão cobertura política aos membros da quadrilha que contrabandeava mercadorias do Suriname para internalizar no comércio local?

LIDO, VISTO E OUVIDO

Demitido por justa causa

O jornalista Neiva Moreira, fundador do Jornal do Povo, uma das tribunas mais vibrantes da imprensa maranhense nos anos 1950, por muitos anos trabalhou como repórter e colaborador dos veículos de comunicação dos Diários Associados, presidido por Assis Chateaubriand, que em 1952 numa manobra política se elegeu senador da República pelo seu estado, a Paraíba, mas não tendo sido reeleito em 1954 decidiu, como ele dizia, “botar cangalha no Maranhão”, e em outra manobra conseguiu afastar o titular e suplentes eleitos no estado e se tornou representante dos maranhenses na Câmara Alta do Congresso Nacional. 

No calor das comemorações por tão importante conquista, Chatô mandou um telegrama para Neiva Moreira, que mesmo exercendo mandato de deputado federal, ainda mantinha vínculo empregatício com os Diários Associados.

- Amigo Neiva, por muitos anos tive a honra de dividir com você a nobre missão de jornalista. Maior honra terei em estar ao seu lado no Rio de Janeiro como congressista – disse Chatô em telegrama a Neiva, e este respondeu:

- Dr. Assis, o Brasil tem 24 estados, por que o senhor escolheu o meu para comprar um mandato de senador?

Num terceiro telegrama nessa troca de “elogios”, Chateaubriand foi curto e grosso:

- Demitido por justa causa!

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