6 de mar de 2018

Por falta de decoro, quatro deputados estão ameaçados de perder os seus mandatos na Assembleia Legislativa

OBSERVATÓRIO POLÍTICO

O ambiente não é dos melhores na Assembleia Legislativa, onde pelo menos quatro deputados estão com a corda no pescoço e podem perder seus mandatos. Dois deles já estão identificados - Cabo Campos (DEM) e Levi Pontes (PCdoB) - e os outros ainda não tiveram os nomes revelados, mas o presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, Rogério Cafeteira (PSB), garante que, se receber as denúncias, todos serão julgados dentro dos rigores do regimento interno e das leis.

Cabo Campos está na mira dos colegas de parlamento após denúncia de agressão física contra sua esposa, Maria Campos, e o deputado Levi Pontes por ter sido flagrado num áudio em que mostra interferência em assuntos de Estado, já que condicionava a continuidade do contrato de manutenção da UPA de Chapadinha ao apoio eleitoral que recebesse do prefeito Magno Bacelar, reivindicação esta que, segundo ele, estaria de acordo e com orientação tanto do governador Flávio Dino (PCdoB) quanto do secretário de Saúde, Carlos Lula.

Os outros deputados foram citados, também em áudio, em que o ex-vice-prefeito de São Mateus Rogério Garcia os menciona, sem citar os nomes, como colaboradores das ações da quadrilha de contrabando desvendada pelo secretário de Segurança, Jefferson Portela.

Denunciados
- Nesta terça-feira (06), a deputada Andrea Murad (MDB) protocolou denúncia contra o deputado Levy Pontes, a segunda, já que da primeira vez foi por uma tentativa de tirar proveito político com uso de pescados adquiridos pela Prefeitura de Chapadinha para distribuir em redutos eleitorais seus. Já a deputada Valéria Macedo, que exerce o cargo de procuradora da Mulher na Assembleia, anunciou que irá pedir a suspensão por quatro meses das atividades parlamentares do Cabo Campos, até que tudo seja esclarecido.

DEM não sai - O deputado Rogério Cafeteira (PSB), que está migrando para o DEM, não tem a menor dúvida quanto à continuidade do Democratas na coligação do governador Flávio Dino. Segundo ele, além dos acordos já firmados em nível estadual, o entendimento já foi celebrado também com a direção nacional, sendo a favor da coligação com os comunistas, o deputado Rodrigo Maia (presidente da Câmara Federal), o senador Agripino Maia (presidente da legenda) e ACM Neto (prefeito de Salvador e que deverá ser eleito, quinta-feira (08), presidente da legenda).

Coordenador - Em todas as campanhas eleitorais que disputou, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) teve em Santa Inês o casal Robert e Vianey Bringel (ele ex-prefeito e ela, atual) e do ex-prefeito e ex-deputado Valdivino Cabral. Com a ida dos três para o PSDB, que devem migrar para o DEM, quem assumiu a coordenação da campanha da ex-governadora no município foi o empresário Nono Farias, que disputou a eleição em 2014 e foi derrotado por Ribamar Alves.

Empatados - O médico, advogado e jornalista João Bentivi, que já foi vereador de São Luís e será candidato a deputado federal este ano, acha que a campanha eleitoral deste ano, terá uma situação inusitada: o eleitor vai ter dificuldades para saber qual dos concorrentes a governador tem mais condições para empunhar a bandeira da honestidade. Para ele, neste quesito, Roseana e Flávio Dino estão tecnicamente empatados.

PERGUNTAR NÃO OFENDE

  • Os últimos movimentos de aliados de Flávio Dino para filiação em massa no DEM pode virar mais uma decepção para o deputado ex-governador José Reinaldo? 
LIDO, VISTO E OUVIDO

Na primeira viagem que fez para fora do Maranhão após assumir o Governo do Maranhão em 1987, Epitácio Cafeteira foi recepcionado no seu retorno a São Luís pela quase totalidade do secretariado, além de ocupantes de cargos em segundo escalão.
Era tanta gente que o Aeroporto Cunha Machado ficou acanhado para abrigar os membros do governo e os passageiros que estavam embarcando e desembarcando.
Quando desceu e viu aquela multidão, Cafeteira mandou ver:
- Ninguém mais trabalha neste governo? - reagiu à aglomeração de puxa-sacos, acrescentando que se tivesse serviço nas repartições ninguém estaria ali para recebê-lo.

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