1 de mar de 2018

Rogério Cafeteira tem a espinhosa missão de abrir investigação contra colegas de parlamento e acalmar a rebeldia dos deputados da base aliada do governo

Presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar e líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado Rogério Cafeteira (foto) está com uma agenda indigesta para tratar. Nos próximos dias devem chegar às suas mãos dois pedidos de investigação contra colegas de parlamento e ambas são graves, ou melhor, gravíssimas.

Reincidente em atos que desabonam a boa conduta de um deputado, Levi Pontes (PCdoB) deve ser acionado porque teve um áudio trazido a público, no qual deixa em situação delicada o Sistema de Saúde do Estado, pois afirma que o funcionamento de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade de Chapadinha vai depender dele, que espera receber em troca apoio político do prefeito Magno Bacelar para garantir sua reeleição.

E ele garante: "assim como tive poder para fazer funcionar, tenho poder para fechar", referindo à manutenção dessa unidade de saúde pelo Governo do Estado, que deve devolvê-la ao município dia 29 de março, quando será inaugurado o hospital regional. Ano passado, ele foi flagrado também fazendo negociações, naquela oportunidade, com peixes comprados pela Prefeitura de Chapadinha para fazer política.

Outra situação delicada é a denúncia de violência contra a mulher praticada pelo deputado Cabo Campos, que teria agredido fisicamente sua esposa, Maria Campos. A denúncia contra o deputado tem apoio da presidente da Comissão de Defesa da Mulher da Assembleia, deputada Valéria Macedo.

Não bastassem esses dois problemas, Rogério Cafeteira, como líder do Governo precisa acalmar os ânimos de deputados aliados, pois a cada dia aumenta a rebeldia em plenário e um dos maiores críticos do Governo, ou pelo menos de parte dele, é Raimundo Cutrim (PCdoB), que dia sim dia não vai à tribuna atacar o secretário de Segurança, Jefferson Portela, e, de tabela, denuncia a violência que campeia no Maranhão, fato que o Palácio dos Leões tenta omitir ou pelo menos mascarar.



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