8 de abr de 2018

Em 1989, ao votar pela primeira vez, juiz Sérgio Moro escolheu Lula como seu candidato a presidente; 30 anos depois o mandou para cadeia por crime de corrupção

A revista Veja publicou neste sábado (07) em seu portal - www.veja.com.br - que o juiz federal Sérgio Moro, assim como aqueles que hoje o acusam de parcialidade no julgamento do ex-presidente Lula, também já foi defensor do petista. Na eleição de 1989, Moro era mais um entre os 31 milhões de eleitores que consideraram Lula o melhor candidato para ocupar a Presidência da República

O juiz ainda era estudante secundarista em Maringá (PR) quando votou pela primeira vez aos 17 anos. Entre Lula e Fernando Collor, os dois finalistas, Moro não teve dúvida ao escolher o petista, já que seu candidato preferido não passou do primeiro turno. 

Passados trinta anos dessa eleição, ambos os candidatos apareceram no seu gabinete, em Curitiba (PR), para serem julgados por ele, envolvidos nos crimes apurados pela Operação Lava Jato. Collor, que ganhou a eleição em 1989 e sofreu impeachment três anos depois, foi apanhado recebendo propina e seu caso, enviado ao Supremo Tribunal Federal. O caso de Lula permaneceu sob seus cuidados, já que não tinha mais foro privilegiado e foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. 

Hoje, atacado por petistas e simpatizantes do ex-presidente Lula, passou a andar sob escolta armada. Ele não gosta de falar sobre o tema, mas, a pessoas próximas, reclama da falta de privacidade desde que passou a receber a proteção de agentes da Polícia Federal. Um simples passeio com os filhos é sempre uma operação delicada. Além de ter os agentes por perto, Moro é instado a usar disfarces para não ser reconhecido. Leia mais sobre a prisão do ex-presidente Lula em Maranhão Hoje.

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