10 de abr de 2018

Enquanto maranhenses enfrentam drama das enchentes, governador faz turismo no Paraná para visita frustrada ao ex-presidente Lula, condenado por crime de corrupção

Milhares de pessoas estão desabrigadas no interior do Maranhão por conta das enchentes. O primeiro drama foi registrado em Marajá do Sena, um dos municípios mais pobres do Brasil, onde dezenas de famílias perderam quase tudo do pouco que tinham e nas últimas horas o drama se estendeu para mais de oitenta municípios.

São nestes momentos que o povo precisa de, pelo menos, um gesto de solidariedade dos seus governantes, mas o governador Flávio Dino (PCdoB), que passou o fim de semana nos Estados Unidos (onde cumpriu agenda de palestras para falar de suas ações em favor dos mais pobres) e reassumiu as funções nesta segunda-feira (09), não encontrou tempo sequer para fazer um sobrevoo das áreas atingidas a fim de acompanhar de perto a extensão do drama e verificar o cumprimento das providências que sua equipe diz estar adotando para amenizar o sofrimento de sua gente. Afinal de contas, "governar é cuidar bem das pessoas", como diz a propaganda oficial.

A "agenda apertada" do governador não o impediu, no entanto, de se juntar a outros governadores para uma viagem ao Sul do País, onde na cidade de Curitiba (PR) tentou em vão, nesta terça-feira (10), visitar o ex-presidente Lula, que está preso numa carceragem da Polícia Federal, cumprindo pena por crime de corrupção.

Flávio Dino, como qualquer leitor de jornal e mais ainda por ser ex-juiz federal, era sabedor que as visitas estavam limitadas a advogados e  filhos do prisioneiro, e estes somente às quartas-feiras, mas mesmo assim embarcou nessa aventura, onde faturou aparição na mídia por estar ao lado de um condenado de esquerda. Preferiu os holofotes a enfrentar chuva e lama no interior do Maranhão.

Além do drama vivido pelos maranhenses das cidades atingidas pelas enchentes, milhares de outros estão impossibilitados de se deslocarem porque as estradas estão interrompidas, em outras há excesso de buracos, e a ausência do Estado é total.

O fato lembra uma das maiores tragédias vividas pelo povo de São Paulo, quando a cidade era governada por Marta Suplicy. Enquanto o povo padecia sob água, a prefeita da capital paulista assistia a uma ópera em Milão (Itália), esnobando vestido, sapatos e jóias caras, mas a agenda cultural era necessária para uma intelectual do seu nível, daí porque mereceu aplausos da esquerda porque era ainda uma petista de estrela maior.

É de se esperar que ao retornar ao Maranhão, nesta quarta-feira (11), depois de frustrada sua tentativa de visitar o ex-presidente condenado, o governador encontre tempo para ir ver a extensão do drama da população dos municípios em estado de calamidade, anuncie medidas que possam diminuir seus sofrimento e se solidarize também com os injustiçados daqui. É aguardar!

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