24 de abr de 2018

Para Cláudio Humberto, sobrou para sub do sub escândalo de monitoramento a políticos pela PM do Maranhão

Em sua coluna publicada nesta terça-feira no site Diário do Poder, reproduzida em diversos jornais de circulação nacional, dentre eles o Jornal Pequeno, de São Luís, o jornalista Cláudio Humberto chama atenção para o escândalo de monitoramento da Polícia Militar do Maranhão a opositores do governador Flávio Dino (PCdoB).

Segundo ele, "rendeu apenas a demissão de sub do sub o escândalo da ordem à Polícia Militar do Maranhão para listar e espionar adversários que “causem embaraços” ao governo Flávio Dino (PCdoB). O flagrante é raro, mas a prática é antiga: os governos estaduais usam a estrutura de inteligência das PMs, conhecida por ´Segunda Seção` (ou P-2), até para grampear telefones de adversários, mesmo havendo ilegalidade". A menção é ao tenente-coronel Emerson Farias Costa, sub-chefe do Estado Maior do Comando de Policiamento do Interior (CPI), a quem é atribuída a autoria dos ofícios.

De acordo com o jornalista, as PMs têm autorização, que é negada à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e às Forças Armas, para adquirir verdadeiras centrais de espionagem. "Profissionais de inteligência confirmam a esta coluna o uso distorcido em várias PMs do sistema Guardião, que permite escutas telefônicas sem deixar rastro", acrescentra.

O jornalista lembra ainda que há denúncias de uso desses equipamentos de escuta para chantagear politicamente ou mesmo em busca de benefícios pessoais. "Enquanto a lei não impõe limites claros, políticos oriundos das polícias também são suspeitos de utilizarem os sistemas de monitoramento".

Nenhum comentário: