24 de mai de 2018

Ao contestar Gerir, Governo se contradiz sobre qualidade da saúde ao acusar instituto de atrapalhar os serviços

Na tréplica de notas sobre a polêmica envolvendo o Governo do Estado e o Instituto Gerir, a Secretaria Estadual de Saúde entrou em contradição nesta quinta-feira (24) ao analisar a qualidade dos serviços oferecidos por três hospitais administrados pela terceirizada. Antes apresentados como referências e exemplos da "saúde de verdade" oferecida à população, a SES diz agora que os serviços no Carlos Macieira e Hospital de Traumatologia e Ortopedia (HTO), em São Luís, e o Macrorregional, de Imperatriz, eram atrapalhados.

A polêmica se criou depois da veiculação de uma reportagem pela Rede Record, quarta-feira (23), na qual é retratada a realidade da saúde do Maranhão, com falta de alimentos e medicamentos. Inconformada, a Secretaria da Saúde resolveu romper, nesta quinta-feira (24), o contrato com o Gerir, acusando-o de descumprir de cláusulas contratuais. Em resposta, o Gerir acusou o governo de lhe dar um calote de R$ 63 milhões; e na tréplica a SES diz que a nota do instituto é desespero. Leia reportagens em MARANHAO HOJE. 

Leia o teor da segunda nota da Secretaria de Saúde:

Diante de nota lançada pelo Instituto Gerir, a Secretaria de Estado da Saúde esclarece:
  1. A nota demonstra desespero diante de ações normais, previstas em lei, praticadas pela Secretaria de Saúde, para garantir o serviço público de saúde no nosso Estado.
  2. Não houve nenhum calote por parte do Estado. O que houve, na verdade, é que o Instituto Gerir quer receber dinheiro público sem prestar contas e comprová-las. Isso é impossível e houve várias notificações e reuniões sobre o assunto. Infelizmente, o Gerir não resolveu os seus problemas e optou pelo caminho da chantagem, por exemplo, sabotando serviços, o que não é admissível.
  3. As 3 unidades hospitalares que eram administradas pelo Gerir estão com contratos suspensos e sob administração emergencial, para garantir a continuidade dos serviços. 
  4. As três unidades de saúde, antes administradas pelo Instituto Gerir, estão funcionando normalmente e irão inclusive ampliar serviços, o que era atrapalhado pela má gestão do Gerir.

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