3 de mai de 2018

Dinheiro com carimbo de Lula não perde seu valor, mas as cédulas serão recolhidas e incineradas pelo Banco Central

As cédulas de dinheiro carimbadas com a imagem do ex-presidente Lula não perderam seu valor, segundo o Banco Central, porém quando derem entrada nas agências bancárias serão recolhidas e incineradas. O carimbo no dinheiro é mais uma ação da campanha Lula Livre, sustentada por petistas e outros simpatizantes do ex-presidente, mas para o BC trata-se de um prejuízo a mais para a União, já que a impressão de novas cédulas gera custos.

Um vídeo com apoiadores do petistas carimbando suas cédulas começou a ser veiculado na terça-feira (1°). Além da imagem do ex-presidente, o carimbo traz a frase "Lula livre". O registro fez com que surgisse o boato de que o Banco Central (BC) havia proibido a rede bancária de aceitar estas cédulas. No interior do Paraná, alguns comerciantes chegaram a recusar esse dinheiro.

Após a repercussão do vídeo, surgiu o boato de que os bancos não aceitariam as cédulas rasuradas e que a polícia seria chamada para quem tentasse repassá-la. “Atenção: Banco Central acaba de divulgar que a rede bancária está proibida de receber notas com o carimbo Lula Livre. Que se receber tais notas, os Bancos, deverão chamar a polícia. O portador estará sujeito ao enquadramento no artigo 163 do Código Penal que trata do crime de rasura em papel moeda”, diz um texto publicado por blogs e nas redes sociais, mas o Banco Central nega.

Em nota, o BC diz o que providências são tomadas nesses casos:

"Cédulas com rabiscos, símbolos ou quaisquer marcas estranhas continuam com valor e podem ser trocadas ou depositadas na rede bancária. As notas descaracterizadas apresentadas na rede bancária serão recolhidas ao Banco Central, para destruição. O Banco Central incentiva a que as cédulas sejam preservadas, afinal a fabricação de cédulas e moedas gera custos para o país e sua reposição elevará ainda mais esse custo."

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