10 de mai de 2018

Novo presidente da Câmara Municipal de São Luís é eleito faltando nove meses para encerrar o mandato do atual

Astro de Ogum (E) e o seu sucessor Osmar Filho, que assume em fevereiro
Ninguém consegue explicar o porquê, de uns tempos para cá, as eleições nos parlamentos do Maranhão - Assembleia Legislativa e câmaras municipais - virem se realizando com até um, ou mais, ano de antecedência à data de encerramento dos mandatos dos atuais dirigentes. Nesta quarta-feira (09), por exemplo, o vereador Osmar Filho (PDT) foi eleito para suceder o presidente Astro de Ogum na Câmara Municipal de São Luís, mas o mandato da atual mesa diretora só vai se encerrar em fevereiro de 2019, ou seja, daqui a nove meses. Leia reportagem em MARANHÃO HOJE.

A prática começou há cerca de dez anos, e foi implantada pelo ex-presidente Isaias Pereirinha e a graça se estendeu para outras casas legislativas, porém o caso mais curiosos ocorreu na Assembleia Legislativa, onde o ex-presidente Humberto Coutinho foi reeleito em 2016, antes de concluir o primeiro mandato, que é de dois anos. Como ninguém questiona, a prática parece normal.

Sobre a eleição de Osmar Filho chama atenção o fato de alguns que votaram para escolha dos novos dirigentes da Casa não terem pretensão de continuar fazendo parte dela, a partir do próximo, pois estão em campanha para outros cargos, na Assembleia ou no Congresso Nacional, porém não foram impedidos de escolher quem vai cuidar dos destinos da instituição, mesmo sabendo que antes do Natal estarão diplomados em outros cargos.

Salvo melhor interpretação, o mais apropriado seria que uma eleição como esta se desse em dezembro, próximo do recesso, e quando voltassem as atividades a nova direção estaria pronta para assumir. Isto evitaria também que a presença em plenário de dois presidentes - um atual e outro futuro - não motivasse o surgimento de problemas para um e para o outro.

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