27 de mai de 2018

Quase metade do preço da gasolina é de impostos que são cobrados pelos governos federal e estaduais

GIRO ECONÔMICO

Criou-se uma disputa entre os governos federal e estaduais para se identificar onde está a causa do preço de combustíveis ser tão elevado. Segundo a Petrobras, o valor é composto de três variáveis principais: o cobrado nas refinarias ou na importação, impostos estaduais e federais e a margem de comercialização dos distribuidores e postos revendedores. Os impostos federais que incidem na gasolina e no diesel são a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), PIS/Pasep e Cofins. No caso da gasolina, os tributos correspondem a 16% do preço final e 13% no diesel.

O Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, tem peso médio de 29% no preço final da gasolina e de 16% no diesel. Essa variação é um dos motivos para as diferenças entre os preços de cada unidade da Federação.

Como o leitor pode perceber, quase metade do que entra no seu tanque é imposto, e a outra parte fica com quem extrai e refina petróleo, transporta combustível até às distribuidoras, estas levam até os postos e estes cobrem custos operacionais e geram o lucro dos donos. Fácil de entender, não é mesmo?

Combustíveis - Os proprietários dos postos onde ainda é possível encontrar combustíveis em São Luís estão temendo pela segurança de seus empregados – frentistas e gerentes – diante da fúria dos motoristas que não conseguem abastecer seus veículos. Em alguns locais, há registros de ameaça de agressões físicas por parte de quem, após enfrentar horas e horas em filas quilométricas, encontra a bomba vazia. Dados do Sindcombustíveis dão conta de que cerca de 20% dos postos da capital ainda têm estoque para vender.

Desconfiança - O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Maranhão (ICEI-MA) apresentou mais uma redução em abril (-3,9), a segunda queda consecutiva desde fevereiro, segundo pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), realizada entre 02 e 16 do mês passado. O índice geral de confiança fechou em 56,1 pontos, e o segmento da indústria, que caiu 4 pontos, encerrando abril com 58,1 pontos. A construção civil apresentou queda (-2,7) e concluiu o mês com 50,7 pontos.

Na solenidade de comemoração dos 65 anos do Senai no
Maranhão, o diretor estadual, Marco Moura, com o presidente da 
Federação das Indústrias (Fiema), Edilson Baldez, e o diretor nacional 
do órgão, Rafael Lucchesi 

Aeroportos - Os aeroportos do Maranhão – Cunha Machado (São Luis) e Renato Cortez Moreira (Imperatriz) – não registram atraso nem cancelamento de voos, apesar dos transtornos que estão sendo sentidos em outros lugares, onde os aviões deixaram de voar por falta de combustíveis.

Pavimentação - As universidades Estadual do Maranhão (Uema) e Ceuma (Uniceuma) realizam nesta segunda-feira (28) o Colóquio Novos Aspectos da Pavimentação do Estado do Maranhão, com participação de Saulo Martins (reitor do Ceuma), Germano Saraiva (professor e empresário), Eduardo Ricci (presidente da Associação Brasileira de Pavimentação), Eduardo Moraes (diretor da Associação Brasileira de Cimento Portland) e Zeca Belo (presidente do Sindicor). O evento começa às 17h no Ceuma do Turu.

Caminhoneiros - A paralisação dos caminhoneiros, que inferniza a vida dos brasileiros desde segunda-feira (21), tem reivindicações tão complexas, que podem beneficiar até quem poderia estar sendo prejudicado. É o caso de grupos que têm armazéns atacadistas e lojas de varejos e fazem o abastecimento destas por empresa própria de transporte, que atende ainda outro tipo de clientela. Por isto alguns não reclamam, pois perdas de agora podem ser compensadas na outra ponta de suas atividades, se atendidas as exigências ao governo.



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