20 de jul de 2018

Presidente Michel Temer usa a mesma estratégia adotada por José Reinaldo em 2006 para eleger o seu sucessor

Alckmin e Michel Temer: estratégia do Planalto para eleger o tucano
Em 2006, amargando o mais alto índice de impopularidade que um governador do Maranhão já havia alcançado (cerca de 2% de aprovação), o então governador José Reinaldo Tavares conseguiu um feito inédito na história da política maranhense: a eleição do seu sucessor, contrariando todas as pesquisas sobre intenções de voto. E mais: pela primeira vez impôs uma derrota nas urnas ao grupo do ex-presidente José Sarney, ao qual pertenceu até 2004, e rompeu.

Para conseguir tal feito, José Reinaldo montou uma estratégia bem arquitetada. Sabedor de que era praticamente impossível a eleição de um candidato apoiado por um governo tão impopular, lançou um “boi de piranha”, o ex-ministro do STJ Edison Vidigal, e deixou aquele que era seu pretendido, Jackson Lago, fazer sua campanha livremente, como se realmente fosse oposição ao Palácio dos Leões, o que ficou caracterizado que não era, no segundo turno, quando o governo usou sua força e impôs sua vontade ao eleitorado, derrotando a então cotada para vencer, Roseana Sarney.

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José Reinado elegeu Jackson Lago, mesmo 
com  alto índice de impopularidade
Passados 12 anos desse feito, eis que o presidente Michel Temer parece adotar a mesma estratégia para fazer seu sucessor. Mais impopular ocupante do Palácio do Planalto, Temer sabe que é impossível alguém sair Brasil afora conquistando simpatias para se eleger com apoio do governo. Que faz? Lança o amigo e ex-auxiliar Henrique Meirelles como candidato oficial do seu partido, o MDB, e deixa aquele em quem mais confia, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, fazer sua campanha sem mostrar vínculos com o governo atual.

A maior prova do quanto Temer trabalha por Alckmin foi a atração pelos tucanos de todos os partidos que poderiam fechar com um candidato do Planalto se houvesse sobre eles a mesma pressão que foi usada para guia-los ao PSDB. Meirelles vai, portanto, fazer sua campanha defendendo o legado de Temer e caberá a Alckmin, se vencer, compensar quem tanto lhe ajudou.

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