1 de jul de 2018

Passados dois meses do prazo prometido, Governo não dá sua versão sobre espionagem de adversários pedida à PM


Completaram neste domingo (30) trinta dias além do prazo preestabelecido pelo secretário estadual de Segurança Pública, Jefferson Portela, para apresentação do resultado da sindicância que iria provar a isenção do Palácio dos Leões na espionagem montada dentro da Polícia Militar para monitorar adversários do Governo do Estado e aqueles que poderiam criar embaraços à reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). O caso já virou até objetivo de pedido de impeachment do governador, protocolado na Assembleia Legislativa pelo deputado Edilázio Júnior (PV).

Quando a denúncia veio à tona em abril deste ano, governador, secretário, oficiais da PM, deputados e outros aliados se encarregaram de "vender" a versão de que tratava-se, na verdade, de um esquema montado pelos adversários (leia-se Grupo Sarney) para criação de um factoide. O próprio governador chegou a rebaixar as patentes dos militares envolvidos na trama para "quinta categoria", ao jurar inocência em mais este caso.

No dia 30 de abril, o secretário Jefferson Portela e o comandante da PM, Cel. Luongo, concederam uma coletiva para dar a versão da farsa e prometeram reunir a imprensa trinta dias depois, "talvez daqui a vinte dias", como enfatizou Portela, para apresentarem o resultado da sindicância.

O governador e seus comandados da Segurança Pública não contavam, porém, com o teor dos depoimentos dos oficiais do interior que receberam a orientação, partida de dentro do Comando Geral da PM. Depois disto ninguém mais tocou no assunto, nem mesmo o governador, para, pelo menos, confirmar sua tese conspiratória. Dois meses se passaram da coletiva e de quantos dias mais o Governo necessitará para mostrar sua inocência?

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