20 de ago de 2018

Ibope vai divulgar sua primeira pesquisa no Maranhão quinta-feira, mas Flávio Dino já não gostou do resultado

Ibope previu vitória do governador em 2014, mas instituto não é confiável
O Ibope vai divulgar na próxima quinta-feira (23) os números de sua primeira pesquisa sobre intenções de votos para presidente da República e governador do Estado, no Maranhão, mas desde já Flávio Dino (PCdoB), candidato à reeleição já anunciou que não gostou do resultado. Em sua página no Facebook, ele publicou neste domingo (19) que uma das armas do coronelismo , numa referência ao Grupo Sarney, para tumultuar o processo eleitoral, é divulgar pesquisas feitas por institutos "que nunca acertaram por aqui".

Flávio Dino vem propagando ter mais de 60% de preferência do eleitorado com base em levantamentos feitos por institutos de âmbito regional: DataIlha, Exata, Interpreta e outros, mas esta é a primeira vez que um órgão de referência nacional faz um levantamento do gênero no estado, e mesmo ainda desconhecidos, a menos que alguém tenha tido acesso antecipado antes de concluída a tabulação, o governador lança sua desconfiança sobre o que está por vir.

Vale lembrar, no entanto, que na eleição de 2014, no último levantamento feito no estado, divulgado dia 04 de outubro, véspera da eleição, o Ibope apresentou o seguinte resultado:
  • Flávio Dino (PCdoB) 49%
  • Lobão Filho (PMDB) 32%
  • Pedrosa (PSOL) 1%
  • Saulo Arcangeli (PSTU) 1%
  • Outros 1%
Extraídos os votos nulos e brancos, o Ibope indicou que o resultado seria 59% para Flávio Dino, 38% para Lobão Filho (MDB), 1% para Antônio Pedrosa (PSOL) e  1% para Saulo Arcângeli (PSTU). Apurados os votos, Flávio ganhou por 63% a 33%, mas vale ressaltar que o instituto dava uma margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, então Flávio poderia fechar a eleição numa faixa que ia de 56% a 62% e Lobão Filho, de 35% a 41%, ou seja, errou em 1 ponto para Flávio e em 2 para Lobão, mas desde já está armada a artilharia para bombardear a pesquisa, caso ela seja diferente do que dizem os institutos em que o candidato do PCdoB mais confia.

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