19 de set de 2018

Só o fato de Fernando Haddad ser amigo e protegido do ex-presidente Lula o credencia a ser presidente do Brasil?

Seria compreensível que Fernando Haddad estivesse melhorando seu desempenho nas pesquisas de intenções de voto para a corrida presidencial com base no trabalho que exerceu no Ministério da Educação e na Prefeitura de São Paulo ou ainda pela sua importância como educador e intelectual da qual se gaba tanto. Não parece normal, no entanto, que esteja numa pontuação que possa leva-lo ao segundo da eleição apenas por ser amigo e protegido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pois isto passa a ser uma irracionalidade dos que seguem a pregação petista. 

Vale recordar que foi pela opção por uma candidatura desconhecida da maioria dos brasileiros, Dilma Rousseff, que Lula mergulhou o Brasil na crise que hoje atravessa. Foi também por outra teimosia que deu ao município de São Paulo uma das piores gestões já experimentadas pelo povo paulistano, justamente ao lançar Fernando Haddad para prefeito, eleito apenas por ser aliado do ex-presidente. Foi uma gestão tão desastrada que a população sequer lhe deu a oportunidade, em 2016, de disputar o segundo turno. 

Haddad, que era cotado desde quando se começou a debater a sucessão presidencial como provável candidato do PT, mas seu desempenho era pífio nas pesquisas de opinião pública e somente depois dos espetáculos jurídicos e midiáticos criados em torno da ilegal candidatura de Lula, até chegar à sua efetivação, passou a ter uma aceitação incomum. 

Jair Bolsonaro pode receber votos úteis para evitar a volta do PT ao poder
Haddad não se constrange de ir pelo menos duas vezes por semana uma cela de cadeia para se orientar com o seu tutor sobre o que dizer, o que fazer, como se comportar no palanque, com quem deve conversar e sobre o que deve ou não prometer ao povo brasileiro. Diz ainda que não vai se constranger também, já empossado presidente, de se aconselhar com Lula, que cumpre mais de 12 anos de prisão por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O mais surpreendente disto é que para ter acesso ao ex-presidente, ele se passa por advogado, embora não se conheça uma petição feita por ele. 

Ainda é cedo para se saber o desdobramento desta campanha, mas periga ser a menos racional de todos os tempos, pois certamente muitos eleitores que não desejam a volta do PT ao pode devem exercitar o voto útil e neste momento o mais credenciado a recebê-lo é Jair Bolsonaro (PSL), por ainda liderar as pesquisas, e assim o Brasil poderá ter um presidente não pelas credenciais que apresenta como candidato para colocar o país no rumo certo, mas resultado de uma disputa de torcidas. 

O que vai restar disto, só o tempo dirá.

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