30 de out de 2018

Bolsonaro critica governadores que se recusam a cumprir reintegrações de posse por serem simpáticos ao MST

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Na entrevista concedida à Rede Record nesta segunda-feira (29), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), ao ratificar sua disposição de tipificar como crime de terrorismo as invasões de propriedades rurais e urbanas, criticou, sem citar nomes, governadores que se recusam a oferecer força policial para cumprimento de reintegrações de posse determinadas pela Justiça simplesmente porque têm simpatias com o Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST).

Segundo o presidente eleito, o agropecuarista precisa de tranquilidade para produzir e investir em suas atividades e não ficar sob ameaças de invasores.

Um dos estados onde vêm se registrando esse tipo de comportamento é o Maranhão, onde o governador Flávio Dino (PCdoB) criou uma comissão para avaliar todas as decisões judiciais e somente após um parecer desse colegiado o secretário de Segurança pode autorizar a polícia a cumprir ordem do juiz. No estado haveria cerca de 400 casos de reintegrações de posse não cumpridas.

Se depender do novo presidente esse tipo de invasão vai deixar de existir e quem teimar em desrespeitar a lei vai ser tratado como terrorista. Para ele, não há diferença entre a invasão de uma fazenda à de um apartamento, pois ambos são bens particulares e não cabe a alguém querer se apossar desses patrimônios de forma ilegal. Bolsonaro deixou claro que não pretende conversar com líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), presidido por João Pedro Stedille, e do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), este sob o comando do ex-presidenciável Guilherme Boulos (PSOL). Leia os principais trechos da entrevista em MARANHÃO HOJE.

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