10 de out de 2018

Haddad diminui o vermelho de sua propaganda e passa a adotar as cores verde e amarelo como predominantes

Fernando Haddad, candidato do PT neste segundo turno da eleição presidencial, está se esforçando para tirar o caráter de esquerdista da sua chapa. Nesta quarta-feira (10), ele procurou o comandante geral do Exército Brasileiro, General Villas Boas, a quem acenou com uma boa convivência com os militares, caso seja escolhido sucessor de Michel Temer.

Mas não foi só isso: o novo material de propaganda que leva seu nome e da vice, Manuela D´Ávila (PCdoB), praticamente elimina o vermelho que é a cor das duas legendas e passa a adotar o verde e o amarelo em fundo azul. O objetivo é acabar com as comparações com Bolsonaro, que estaria mais identificado com as cores que simbolizam o Brasil enquanto ele fica mais ligado a regimes totalitários.

Ainda como acenos à ala conservadora, o candidato petista já anunciou que retirou do seu programa de governo a proposta de instalação de uma nova Constituinte e deixou claro que o ex-ministro José Dirceu não fala pela sua campanha, tampouco terá participação no seu governo. Dirceu numa entrevista ao jornal El País, disse que falta pouco para o PT não apenas ganhar a eleição, mas tomar o poder.

Fernando Haddad, que diz ser advogado do ex-presidente Lula, anunciou também que vai deixar de visitar Curitiba (PR), onde, segundo críticas de adversários, não ia para orientar o seu "cliente", mas ser orientado por ele sobre o que dizer, onde ir e com quem conversar. Leia mais em RANHÃO HOJE.

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