17 de nov de 2018

Disputa pelo Sebrae Maranhão, a exemplo de 1994, cria impasse entre Governo do Estado e a classe empresarial

A disputa que ora se trava pelo comando do poderoso Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Maranhão (Sebrae-MA), a exemplo de 1994, coloca Governo do Estado e parte do empresariado em rota de colisão, o que até ano passado era impossível de imaginar, tão estreita era aproximação entre as partes e as trocas de elogios entre líderes empresariais e o governador Flávio Dino (PCdoB).

De um lado está o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (apoiado pelo Palácio dos Leões), e, do outro, o presidente da Federação da Agricultura (Faema), Raimundo Coelho (apoiado pelo atual presidente Edilson Baldez, que preside também a Federação das Indústrias - Fiema). Leia reportagem em MARANHÃO HOJE.

Em 1994, então presidente do órgão, Carlos Gaspar imaginava que seria reeleito sem problemas, mas foi surpreendido pelo lançamento da candidatura de Alberto Abdadlla, que presidia a Fiema e era o antecessor de Gaspar, MAS tentava retomar o controle da instituição. Em três rodadas de votação, dos 15 conselheiros, sete ficaram de um lado e outros sete do outro, ficando sempre indefinido o Sebrae Nacional, presidido por Guilherme Afiff Domingos (o mesmo presidente de hoje), até que surgiu a solução milagrosa para o impasse: o Governo do Estado apresentou, como candidato de consenso, João Abreu, então secretário de Indústria e Comércio. O peso da mão do Estado assustou e os empresários entregaram o órgão. 

Agora em 2018, estava tudo certo que a Federação da Agricultura assumiria o comando, mas com a volta de Simplício Araújo à Seinc, eis que este se apresenta como pretendente e o impasse está criado. O poder público tem seis votos - as secretarias de Indústria e Comércio (Seinc) e de Ciência e Tecnologia (Secti); os bancos do Brasil (BB) e do Nordeste (BNB), Caixa Econômica (CEF) e a Universidade Federal (UFMA) - e os demais são da iniciativa privada: as federações da Agricultura (Faema), do Comércio (Fecomércio), das Associações Comerciais (Faem), das Indústrias (Fiema) e das Câmara de Dirigentes Lojistas (FCDL); a Associação Comercial do Maranhão (ACM); o Centro de Apoio aos Pequenos Negócios (Ceape); o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Sebrae Nacional.

O atual presidente, Edilson Baldez, que apoia a candidatura de Raimundo Coelho, conta com a unidade do empresariado para que o órgão continue sendo gerenciado pela iniciativa privada, mas Simplício, que deve pedir registro de sua candidatura nesta segunda-feira (19), diz contar com adesão de parte do empresariado. O resultado está indefinido, e não será surpresa que o caso acabe sendo decidido na esfera judicial.


Um comentário:

Unknown disse...

Boa tarde,o q esse politico derrotado quer, será tornar o Sebrae na casa de mae joana, pós atualmente o SEBRAE
e uma instituição seria .