15 de nov de 2018

Disputa pela OAB: parece que a Ordem é baixar o nível, destruir reputações e macular a imagem da instituição

Resultado de imagem para OAB-MA
Nos momentos mais delicados enfrentados pela nação brasileira, duas instituições se destacaram na defesa pela liberdade de expressão, do estado democrático de direito, das garantias dos direitos individuais e coletivos: a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Não sem sentido, Barbosa Lima Sobrinho, que em diversas oportunidades presidiu a primeira, e Sobral Pinto, na condição de conselheiro federal da segunda, tornaram-se duas das personalidades mais respeitadas do País.
A ABI é hoje um cadáver ambulante, enfraquecida que foi pela contaminação da atividade jornalística pela infiltração na categoria de pessoas sem as devidas credenciais intelectuais e morais para se apresentar como jornalista, fato que foi agravado com o surgimento da mídia eletrônica, através da qual qualquer pessoa pode criar um blog, que, apesar dos defeitos de informações imprecisas, notícias mal redigidas e, o mais grave, sem o mínimo de senso com moral, se apresenta como "profissional de imprensa".

Barbosa Lima Sobrinho dignificou o jornalismo como presidente da ABI
Não bastasse esta deturpação do que seja realmente a atividade jornalística, parece haver em marcha uma influência dos chamados blogueiros sobre jornalista, e o jornalismo vai se tornando um exercício de perversidades, mentiras, difamações, numa cruel disputa para saber quem sabe bater de forma mais violenta e causar maiores estragos sobre reputações.

Já a Ordem dos Advogados, que, apesar de ter sido presidida por respeitáveis juristas, como Raimundo Faoro e outros, mas tem em Sobral Pinto um dos seus maiores símbolos, parece caminhar também para uma deformação dos seus objetivos e sua respeitabilidade, como se pode perceber na presente disputa pelo comando de sua seccional no Maranhão.

A campanha eleitoral na OAB-MA, sem exceção de concorrentes, vem se tornando uma luta de vale tudo, por um desgraçado pacto firmado por advogados, jornalistas e os tais "profissionais de imprensa", blogueiros sem credenciais para serem chamados assim. É simplesmente assustador o nível do noticiário sobre o processo eleitoral nesta entidade de classe, pois tem-se a impressão que a "ordem" é baixar o nível, desconstruir biografias, destruir reputações e colocar a sua imagem da instituição num total descrédito perante a sociedade, pois o que ali se pratica para vencer não é receituário nem mesmo para as disputais eleitorais nos municípios de eleitorado menos esclarecido ou mesmo em associações de bairros.

Lamentavelmente, candidatos e eleitores envolvidos nesta luta campal desenfreado, fora da disputa deles, são todos defensores da ética, de eleições limpas e combatem as fake news (notícias falsas, ou melhor, mentiras), quando querem enquadrar os políticos tradicionais.

Sobral Pinto é um dos maiores símbolos da Ordem dos Advogados do Brasil
Com todo respeito que devem merecer todos os advogados, em especial os que já tiveram a oportunidade de bem representar a instituição, dos que se dedicam ao estudo do Direito para bem praticá-lo, a impressão que se tem é que jagunços diplomados, abrigados em grupos diversos, decidiram se lançar para assaltar a OAB, pois há muito não se via tanta baixaria, tanto jogo sujo.

A população deve estar se perguntando o que há de tão importante nesta instituição para justificar uma luta tão ferrenha, tão desumana, sem o mínimo de decência. Certamente defender a ordem democrática, o estado democrático de direito, os direitos da sociedade está em segundo plano, pois, se fosse ao contrário, estas balizas estariam limitando o campo da batalha, que, infelizmente, se transformou numa luta com a mesmas características dos enfrentamentos de gladiadores no Coliseu de Roma.

Uma pena ver integrantes de duas categorias antes tão respeitadas estarem se submetendo a tanta sujeira. A Ordem bem que poderia ser outra: informação de qualidade e um processo eleitoral fundamentado na ética. Um pacto pelo bom senso se faz necessário neste momento. Quem seria o primeiro a tomar a iniciativa?

Um comentário:

PATRICIA PESTANA AZEVEDO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.