26 de dez de 2018

Apesar do "Fora, Temer", presidente encerra seu mandato deixando para população de São Luís importantes obras

Michel Temer (MDB) despede-se da Presidência da República na próxima terça-feira (dia 1º de janeiro) sem nunca ter visitado São Luís neste dois anos e meio, embora tenha estado no Maranhão para uma rápida visita ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), onde deixou iniciada a negociação para sua exploração comercial pelos Estados Unidos, ideia já abraçada pelo sucessor, Jair Bolsonaro (PSL).

Temer, embora não haja pesquisa confiável sobre a aprovação do seu governo pelos moradores da capital maranhense, é provável que tenha um alto índice de rejeição, até porque trata-se de uma das capitais onde o PT conta maior simpatia dos habitantes, no entanto deixa para a população local um dos maiores legados de que se tem notícia de um presidente, marca talvez até maior que as realizações do único maranhense a sentar na cadeira que hoje ocupa, José Sarney. Não é de duvidar que para as próximas gerações, como já para a atual, seu governo vai ficar marcado com o carimbo do "nada fez".


No último fim de semana, o governador Flávio Dino (PCdoB) e o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) foram bastante elogiados por segmentos da imprensa, blogueiros recrutados para falar bem dessas autoridades e desconstruir os currículos dos adversários e, principalmente, por “simpatizantes” nas redes sociais, pela inauguração das obras de requalificação do Complexo Deodoro, que envolve as praças Deodoro e Panteon e as alamedas Silva Maia e Gomes de Castro, além de quatro quadras da Rua Grande (leia mais em MARANHÃO HOJE), principal via comercial de São Luís. O maior responsável por este benefício, contudo, foi, propositalmente ou por desconhecimento, esquecido, e ele se chama Michel Temer.

É bem verdade que a obra é contemplada pelo Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, iniciado no governo anterior, porém essas obras, que vêm sendo debatidas como essenciais desde a década passada ou mais, nunca avançaram e somente este ano foram tocadas e com a surpreendente celeridade, tendo-se por base o padrão brasileiro para execução de obra pública, de entrega em menos de 12 meses (falta ainda concluir a Rua Grande).

São obras de valor tanto urbanístico quanto econômico, pois que tendem a tornar a cidade mais agradável aos olhos não só dos moradores, mas dos turistas, e devem valorizar o destino, assim como recuperar o comércio do Centro Histórico, sem falar na melhoria da qualidade de vida.

Não custa lembrar também que foi graças aos esforços do atual presidente que a entrada e saída de São Luís pela via rodoviária foram facilitadas, pois, graças a ele,  as obras de duplicação da BR 135, paralisadas desde 2014, se estenderam até Bacabeira.

Uma pesquisa ou sondagem junto a quem se beneficia (rá) desse empreendimento certamente não apontaria o presidente como realizador, pois para muitos o que vale mesmo é apenas o "Fora, Temer". Coisas do Brasil!

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