21 de jan de 2019

Após 33 anos, um general volta a comandar a Nação. Até sexta-feira, Hamilton Mourão é o presidente da República

Desde 1985, quando João Batista Figueiredo saiu do Palácio do Planalto, pelas portas dos fundos, para não entregar a faixa presidencial a José Sarney, que um militar não governa o Brasil, mas na noite deste domingo (20) o general Hamilton Mourão foi empossado interinamente no cargo e nele ficará até sexta-feira (25) quando o titular, Jair Bolsonaro, retorna de sua primeira viagem internacional para participar do Forum Econômico Mundial em Davos (Suíça). Leia reportagem em MARANHÃO HOJE.

As circunstâncias que levam Mourão assumir, ainda que interinamente, a Presidência são bem diferentes do ciclo iniciado em 1964, quando João Goulart foi afastado e o Exército assumiu o governo. Foram cinco generais que se sucederam: Humberto Castelo Branco (1964 a 1967), Arthur da Costa e Silva (1967 a 1969), Emílio Garrastazu Médici (1969 a 1974), Ernesto Geisel (1974 a 1979) e João Figueiredo (1979 a 1985). Mourão chega pelo voto popular, pois que foi eleito na chapa de Bolsonaro, que é capitão reformado do Exército. Ambos, portanto, governam na condição de civis.

A presença de militares na Presidência começa com a fundação da República, já que o primeiro presidente, Deodoro da Fonseca (1889 a 1891), era um marechal (patente que foi excluída da hierarquia do Exército). Depois dele vieram Floriano Peixoto (1891 a 1894), Hermes da Fonseca (1910 e 1914), a Junta Militar de 1930 (Augusto Fragoso, José Isaías de Noronha e João de Deus Barreto), Eurico Gaspar Dutra (1946 a 1951) e o quinteto que foi de 1964 a 1985.

Nenhum comentário: