10 de jan de 2019

Jornalistas e blogueiros que "mataram e sepultaram" José Sarney o ressuscitam e admitem que ele continua forte

Na falta de uma pauta mais inteligente para debater a atualidade e o futuro do Maranhão, diversos comunicadores sociais e afoitos blogueiros dedicam boa parte do seu tempo e consomem a paciência de quem os lê e/ou são obrigados a receber seus conteúdos pelas redes sociais com a antiga discussão sobre a influência ou a falta dela por parte do ex-senador e ex-presidente José Sarney.

De outubro para cá, o político já foi considerado morto politicamente diversas vezes, mas coube a esses mesmos algozes da mídia a missão de ressuscitá-lo e reapresentá-lo mais forte outras tantas vezes.

Contados os votos da eleição de 2018, na qual sofreu a maior derrota desde seu ingresso na vida pública, com a não eleição da filha, Roseana, para o Governo do Estado, e do filho, Zequinha Sarney, para o Senado, o ex-senador foi apresentado como morto e sepultado, ou seja, não haveria mais a menor possibilidade de alguém com seu sobrenome se reerguer tanto estadual quanto nacionalmente.

Passada a euforia, veio o segundo turno da sucessão presidencial e esta seria a oportunidade de transformar em cinzas, o que ainda restasse de Sarney, pois fosse Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT) o eleito, não teria o menor trânsito no governo da União.

Para surpresa dos que já festejavam a sua saída de cena, eis que José Sarney reaparece no dia da posse de Bolsonaro e a prova de que estava bem vivo ainda veio com as imagens em que os dois aparecem reunidos e até abraçados. Há quem afirme que nesse encontro, o capitão presidente teria chamado o antecessor de Marechal, que por muitos anos foi a maior patente do Exército, mas está extinta.
Sarney é apresentado por Jair Bolsonaro como seu marechal 
para o senador Eunício Oliveira e o general Hamilton Morão
Incomodados, os que já haviam anunciado a "morte do velho oligarca" passaram a vender a versão de que estava cabisbaixo, sem prestígio, se humilhando etc. Vale ressaltar, no entanto, que antes de ir ao Congresso Nacional, ele esteve na posse do filho na Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Distrito Federal.

Nesta terça-feira (09), ao se confirmar a manutenção de Kátia Bogéa na presidência do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) - leia reportagem em MARANHÃO HOJE - , o que se deu por escolha pessoal do ministro da Cidadania, Osmar Terra, a manutenção de alguém ligado ao Maranhão no segundo escalão do governo federal, passou a ser desmerecida com a informação de que "Sarney mantém afilhada no Iphan", ou seja, deram um prestígio e uma força que talvez nem ele tenha se dado ao trabalho de testar no atual governo.

Mas isto não importa para quem passa 365 dias do ano gravitando em torno de Sarney, ora indo de Leste a Oeste ora fazendo o percurso inverso, numa doentia vocação para não deixá-lo cair no esquecimento, sempre falando mal, em alguns momento de sua fraqueza e em outras de sua resistência. É muita loucura!

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