7 de abr. de 2019

Criado em janeiro de 2015, Conselho Empresarial do Maranhão (Cema) está há quase um ano sem agenda

Criado em 2015 para fazer a interlocução do governo com a classe produtora, o Conselho Empresarial do Maranhão (Cema), que iria se reunir mensalmente e depois passou para bimestralmente, está há quase um ano sem agenda. Pelo entendimento de um dos presidentes das entidades patronais que integram o colegiado, os sinais emitidos pelo Palácio dos Leões são de que o conselho perdeu sua importância ou já teria cumprido seu objetivo, que não foi o de democratizar o debate entre poder público e o mercado.

Quando concebido, o Cema foi apresentado como um instrumento para que os empresários pudessem levar seus anseios, suas propostas e suas reclamações ao Governo do Estado, sem intermediários, ficando acordado também que nenhuma medida que afetasse diretamente o setor produtivo seria colocado em prática antes de se ouvir os conselheiros, o que nunca foi cumprido, até porque, com o passar dos meses, as reuniões passaram a servir mais para o governo mostrar seus projetos e suas realizações do que para ouvir os anseios do empresariado ou debate a economia do estado.

Segundo o conselheiro ouvido pelo blog, houve ano passado apenas duas reuniões, ambas no primeiro semestre, ou seja, próximo ao início da campanha eleitoral. Depois delas, várias medidas foram tomadas pelo governo sem que tivesse havido sequer um comunicado do que iria entrar em vigor quanto menos consulta ou pedido de sugestão para aperfeiçoar o ato governamental.

O empresário chega a radicalizar, dizendo que a melhor opção no momento seria decretar, de fato, a extinção do colegiado, já que não tem nenhuma utilidade, embora esteja sempre sendo citado em discursos e propaganda oficial, e enquanto isto as bases das entidades cobram posição dos seus dirigentes e estes, infelizmente, estão de mãos atadas.

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