15 de jun de 2019

Moro não responde ao Intercept porque diálogos, obtidos "por invasão criminosa de hackers", teriam sido editados

O site The Intercept Brasil informou nesta sexta-feira (14) que procurou, pela primeira vez, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para comentar os conteúdos de conversas com procuradores da Força Tarefa da Lava Jato (leia em MARANHÃO HOJE), quando era juiz federal, mas não obteve sucesso. O pedido foi para analisar o conteúdo divulgado à noite.

Moro disse que não poderia comentar porque não reconhece mensagens obtidas de maneira criminosa e que possam ter sido adulteradas e editadas. Além disso, os diálogos não foram mostrados previamente. Eis a nota:

“O Ministro da Justiça e Segurança Pública não comentará supostas mensagens de autoridades públicas colhidas por meio de invasão criminosa de hackers e que podem ter sido adulteradas e editadas, especialmente sem análise prévia de autoridade independente que possa certificar a sua integridade. No caso em questão, as supostas mensagens nem sequer foram enviadas previamente.”

Em resposta, The Intercept disse que "apesar de chamar as conversas de ´supostas`, Moro admitiu a autenticidade de um chat. "Em uma coletiva, ele chamou de “descuido” o episódio no qual, em 07 de dezembro de 2015, passa uma pista sobre o caso de Lula para que a equipe do MP investigue".

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