5 de jul. de 2019

Revista Veja publica diálogos de Moro e Dallagnol cedidos por Intercept, desta vez para prejudicar ex-presidente da Câmara, mas quem vai levantar a bandeira "Cunha Livre"?

Resultado de imagem para eduardo cunha
Em mais uma tentativa de colocar sob suspeição o trabalho do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, como juiz federal, a revista Veja publica nesta sexta-feira (05) em seu site, conversas cedidas pelo site The Intercept, mas desta vez, para infelicidade da vítima, o alvo não é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas sim o ex-deputado federal Eduardo Cunha, que foi presidente da Câmara e o responsável pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo a Veja, foram analisadas 649.551 mensagens, "palavra por palavra", e a constatação a que chegou sua equipe é de são verdadeiras e mostram que, fora dos autos, mas dentro do Telegram, Moro pediu à acusação que incluísse provas nos processos que chegariam depois às suas mãos, "mandou acelerar ou retardar operações e fez pressão para que determinadas delações não andassem".

Além disso, revelam os diálogos, Moro teria se comportado como chefe do Ministério Público Federal, posição incompatível com a neutralidade exigida de um magistrado. Na privacidade dos chats, Moro revisou peças dos procuradores e até dava broncas neles.

A revista informa que no dia 5 de julho de 2017, Moro teria questionado o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba (PR), sobre rumores de uma delação de Eduardo Cunha e comentara: “espero que não procedam”. Moro teria pedido para ser informado sobre o assunto. À época já se tratava da potencial delação do ex-deputado, que acabou não prosperando.

Veja diz que Moro e Deltan foram consultados, mas estes pediram o envio dos diálogos pela via eletrônica, com que a revista não concordou, daí porque optaram então por não comentar material "provavelmente obtido de forma criminosa".

Tão certo quanto Veja diz que são os diálogos é a certeza de que OAB, partidos de esquerda e outros grupos que defendem direitos humanos não comprar a briga do Intercept e começar uma campanha por "Cunha Livre", nos mesmo moldes quando o "prejudicado" é o ex-presidente Lula.


Nenhum comentário: