3 de ago de 2019

Sonho ou delírio? Flávio Dino repete enredo de Roseana Sarney para credenciar sua candidatura a presidente

Desde José Sarney, que chegou à Presidência da República em 1985 para encerrar o ciclo do colégio eleitoral, pelo qual eram eleitos, de forma indireta, os chefes de Poder Executivo federal e estaduais, alguns maranhenses sonham em repetir o feito do conterrâneo, e a bola da vez a procura da caçapa é Flávio Dino (PCdoB), embalado pelos elogios de alguns segmentos da esquerda por ser um dos poucos governadores a se confrontar verbalmente, às vezes de maneira ofensiva, com o presidente Jair Bolsonaro.

A capa desta semana da revista Carta Capital - publicação claramente alinhada aos segmentos da esquerda - assanhou mais ainda a militância seduzida por este projeto como se fosse o estalo do "agora vai". Por enquanto a ideia, só encontra expressividade de seguidores no Maranhão, mas a meta é nacionalizar.

Ao se dispor a entrar numa disputa deste nível, Flávio Dino repete o feito de Roseana Sarney em 2001. Em busca de um nome para continuar dividindo com o PSDB o governo da União, o então PFL (hoje DEM), veio buscar a governadora do Maranhão para ser a provável vice de José Serra, e tratou de projetar seu nome em nível nacional. O dose saiu em dimensão cavalar, pois em pouco tempo, os brasileiros abraçaram seu nome e para que continuasse a aliança os tucanos teriam de trocar o elenco para que ela tivesse papel principal à espera do coadjuvante.

Só houve um meio de acabar com isto: estourar os cofres da Lunos, empresa do cônjuge, Jorge Murad, e transformar R$ 1,31 milhão num escândalo nacional. Resultado: Roseana e seu grupo saíram do ninho, migraram para o PT e garantiram a vitória de Lula.

Flávio Dino segue um enredo parecido. Para alguns, ele seria o melhor nome para encabeçar a chapa da oposição, mas os que acham que isto é areia demais para seu caminhão defendem sua condição de vice, numa chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT). O que não falta para Flávio neste momento é disposição para se tornar conhecido nacionalmente, e ninguém pode garantir que tipo de candidatura esta exposição poderá endossar.

Da carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR), o ex-presidente Lula que ainda controla os partidos de esquerda vai recebendo as informações, e caberá a ele dizer se vai ou não se repetir o fenômeno de que chegou perto, mas...

Um comentário:

Anônimo disse...

Delírio, delírio.
Puro Delírio!