12 de dez. de 2019

Exoneração de Kátia Bogéa da presidência do Iphan repercute, contra e a favor, em diversos setores

Resultado de imagem para katia bogeaGIRO ECONÔMICO

A exoneração de Kátia Bogéa da presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) - leia detalhes em MARANHÃO HOJE - foi comemorada por empresários do segmento da Construção Civil, que interpretavam como sendo dela, e não da lei, a exigência de licença do órgão para obras de edificação a fim de verificar se o terreno a ser ocupado não poderia ser sítio arqueológico, fato que já havia sido criticado também pelo presidente Jair Bolsonaro, que, numa de suas lives, lamentou o fato da Havan estar há vários meses querendo iniciar a construção de uma loja no interior do Rio Grande, mas dependia dessa autorização do Iphan, “porque lá foram encontrados uns cacos de telhas”. 

Apesar dessas críticas, há um reconhecimento ao seu trabalho em favor do patrimônio histórico DO Maranhão, em particular de São Luís, que ela cuidou às vezes até com radicalismo. São exemplos desse esforço, as recentes recuperações das praças Deodoro, Panteon e Pedro II, bem como da Rua Grande. Ela foi responsável também pelo reconhecimento do Tambor de Crioula e o Bumba meu boi como patrimônios imateriais nacionais e desta manifesta do folclore junino como patrimônio da humanidade, pela Unesco. O presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Patrimônio Histórico, Hildo Rocha, distribuiu nota de desagravo a ela (leia aqui)

Kátia Bogéa deixa o Iphan sem ter tido a oportunidade de iniciar três projetos por ela anunciados em julhos: as reformas do Largo do Carmo, Praça João Lisboa e Rua de Nazaré e a construção da Praça das Mercês, no bairro do Desterro. 

Eleição na ACM - Repetiu-se nesta quarta-feira (11), na Associação Comercial do Maranhão, a eleição de um presidente, que exercerá a mesma função já exercida pelo pai. Por chapa única, Cristiano Fernandes foi eleito para suceder Felipe Mussalém, e leva no seu currículo o fato de ser sucessor também do pai Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, que presidiu a casa de 2001 a 2004. Antes dele, Haroldo Cavalcanti Júnior, que foi presidente de 2009 a 2012, também exerceu o mesmo cargo do pai, que foi presidente de 1977 a 1982. 

Parceiro do Turismo - O presidente da Federação das Indústrias (Fiema), Edilson Baldez, foi um dos distinguidos com o Troféu de Parceiro do Turismo Maranhense. O prêmio, instituído pela Secretaria do Turismo, tem por objetivo identificar, reconhecer e premiar iniciativas e práticas inovadoras. O evento reuniu todo o trade turístico e os 18 finalistas que disputaram o prêmio em seis categorias: Bares e Restaurantes; Meios de hospedagem; Guias de turismo; Artesanato; Agências de viagem e Municípios. 

O governador Flávio Dino e o secretário estadual de Turismo,
Catulé Júnior (C), com o presidente Federação das Indústrias, Edilson
Baldez, que recebeu troféu de Parceiro do Turismo
Venda do Inlab - Mais um empreendimento de saúde do Maranhão, o laboratório Inlab, está sob controle de empresas de outros estados. Por R$ 90 milhões, o Laboratório Fleury, de São Paulo, tornou controlador 100% do Inlab, uma das referências em análise clínica no estado. 

Amigo oculto - Levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que, este ano, 42% dos consumidores que vão presentar no Natal devem aderir à brincadeira — um aumento de 9 pontos percentuais em relação a 2018. Com isso, a previsão é de que cerca de R$ 7,5 bilhões sejam injetados na economia. Estima-se ainda que 66,3 milhões de pessoas participem de pelo menos algum `Amigo Secreto´ no trabalho ou na família. 

Sebrae ameaçado - Dirigentes do Sistema Sebrae iniciaram no Congresso Nacional uma ação para evitar o corte de 18,4% no seu orçamento, o que corresponde a R$ 600 milhões anuais. A verba corresponde ao orçamento anual de 11 unidades do órgão do Norte e Nordeste e pode inviabilizar ações da instituição voltadas ao turismo. De acordo com esses dirigentes, a Medida Provisória 907 impactará diretamente no atendimento de mais de 4,5 mil pequenos negócios na área do turismo somente no estado do Maranhão.

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