21 de dez. de 2019

Governo dá sinais de que não tem mais nenhum interesse em manter Conselho Empresarial: em 2019, uma reunião

Faltando vinte dias para sua posse no primeiro governo, em dezembro de 2014, o governador Flávio Dino (PCdoB), numa com empresários na Federação das Indústrias (Fiema), anunciou aquela que seria a mais importante medida para marcar o diferencial de sua gestão para as anteriores na relação com a iniciativa privada: a criação do Conselho Empresarial do Maranhão (Cema), que se reuniria todos os meses para que os empresários apresentassem suas pautas e tomassem conhecimento das medidas econômicas que o governo tomaria.

Nenhum projeto de lei ou medida provisória sobre temas que impactassem o setor produtivo sairia do Palácio dos Leões sem um "parecer" das entidades patronais, muitos menos decretos seriam baixados. Palavra de governador!

Até hoje, à criação desse Conselho é citada em eventos empresariais com participação de membros do governo para ratificar o que foi dito na data do seu anúncio, mas a verdade é que o Cema não existe mais, e ainda não foi oficialmente extinto para não gerar fofoca aos oposicionistas. Este ano, para que se tenha ideia, reuniu-se uma vez, em julho, o que teria sido uma resposta a este blog, que cobrou a volta de uma agenda tal como havia no seu nascedouro. Quem a presidiu foi o vice-governador Carlos Brandão.

A falta de reuniões não seria por falta de assunto, muito pelo contrário, pois o que não faltaram em 2019 foram surpresas aos empresários por ações do governo e a mais recente foi a que irá impactar o setor primário com a taxação de 3% sobre a tonelada de soja, milho, milheto e sorgo. Nem mesmo o Cartão de Desconto do Servidor foi posto na mesa para conhecimento de todos. Os poucos que sabiam aderiram de imediato; os demais correm agora contra o tempo.

De acordo com a observação de um dos líderes com assento no Cema, a ideia que passa o governador é de que não tem mais paciência de ficar conversando com quem não se dispõe a apenas concordar, tampouco estar antecipando decisões que podem ser contestadas. Seja qual for a razão, o certo é que mais uma boa intenção não se traduziu em boa realização. Coisas do Maranhão!

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