8 de dez. de 2019

E ser lembrado por Flávio Dino não valeu? José Sarney reclama por ter sido esquecido pelas lideranças políticas

Sarney não é mais consultado pelas lideranças políticas
No mês de junho passado, quando ainda estava na moda gritar, por qualquer motivo, "Lula Livre", o governador Flávio Dino (PCdoB) surpreendeu os seguidores que veem nele, como maior virtude, a sede e a fome de dizimar o sarneimo, ao fazer uma visita ao ex-presidente e ex-senador José Sarney (MDB).

Nunca se soube ao certo o motivo desse encontro, mas o comunista vendeu a imagem de estadista, comprada por quem o defende em quaisquer circunstâncias. Sarney, por outro lado, fez de conta que isto nunca existiu, mas seus seguidores comemoraram a rendição do adversário à importância do "grande líder".

Imaginava-se que, por ser lembrando e reverenciado por quem sempre o tratou com desprezo, tivesse devolvido a Sarney o sentimento de valorização política, mas parece que essa deferência não lhe causa nenhuma sensação de grandeza, pois de quem gostaria de ser lembrado, Jair Bolsonaro, não manda recado nem dá sinais.

É o que revela o colunista Lauro Jardim na edição deste domingo (08) do jornal O Globo. Segundo Jardim, pela primeira vez se sente esquecido, ignorado. Leia a nota na íntegra:

José Sarney anda amuado com a falta de prestígio que goza entre os atuais ocupantes dos postos de comando do país. Pela primeira vez desde a redemocratização, ele é completamente ignorado pelo inquilino do Palácio da Alvorada.

Por esses dias, Sarney acusou o golpe ao se queixar com um amigo que ninguém lhe consulta mais para coisa alguma. Na mesma conversa, classificou os ministros Ernesto Araújo e Abraham Weintraub como loucos e disse que Onyx Lorenzoni está longe de ter o tamanho mínimo necessário para comandar a Casa Civil.

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