31 de dez. de 2019

Partido Novo quer devolver mais de R$ 22 milhões que recebeu desde 2015 dos fundos Partidário e Eleitoral

Resultado de imagem para amoedoUm dos maiores debates políticos na reta final deste ano foi a verba, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro,  a ser destinada a cada partido para sua manutenção e para bancar suas campanhas eleitorais de 2020. 

Trata-se de um dinheiro que nem mesmo aqueles com discurso mais centrado na "ética" e na "defesa dos pobres" abrem mão e por isto acabam se confundindo com os "direitistas, e reacionários" que dizem combater.
  
Ma neste emaranhado há uma exceção, o Partido Novo, que não utiliza a verba que tem direito e ainda enfrenta dificuldades para devolvê-la ao poder público.

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Para que o (e)leitor tenha noção, os partidos que mais recebem dinheiro público são PSL e PT. O primeiro terá R$ 113,9 milhões do Fundo Partidário e o segundo, R$ 101,1 milhões. Para o Fundo Eleitoral, com o qual bancará as campanhas de prefeito e vereador, o PSL receberá R$ 245,2 milhões e o PT, R$ 249,3 milhões.

Os que menos recebem são o PSC e o PCdoB. O primeiro tem um repasse do Fundo Partidário de R$ 19,1 milhões e o segundo, R$ 19,7 milhões. Para gastos de campanha, o partido dos cristão receberá R$ 43,4 milhões e dos comunistas, R$ 36,9 milhões.

O Partido Novo tem direito a R$ 28,6 milhões do Fundo Partidário e R$ 45,4 milhões do Fundo Eleitoral, mas a legenda garante que não utilizará esse dinheiro. No balanço de suas atividades em 2019, o presidente da legenda menciona R$ 25 milhões que tem para devolver, mas ainda não encontrou um meio legam. 

Eis o relato de Amoêdo:

"O partido, por sua vez, termina o ano com R$ 22 milhões de verba pública na conta corrente, dinheiro recebido desde 2015 e depositado no Banco do Brasil, aguardando uma autorização legal para ser devolvido ao Tesouro ou aplicado em alguma área essencial, como a educação básica".


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