29 de dez. de 2019

Se Roseana Sarney entrar na disputa de São Luís, Flávio Dino pode ficar sem prestígio até para eleger um prefeito


Quem ouve os políticos que gravitam em torno do governador Flávio Dino (PCdoB) percebe a preocupação e o desânimo com a eleição municipal de São Luís em 2020, drama que amenta ainda mais com a teimosia de Sua Excelência de querer lançar nomes de aceitação popular lá embaixo só para provar que ainda é capaz, com seu prestígio, de eleger postes.

Alguns dos aliados do governador são taxativos ao garantir que se não houver mudança no quadro, o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) pode vencer a sucessão de Edivaldo Holanda Júnior (PDT) no primeiro turno.

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Mudança de quadro significa o lançamento de nomes que possam provocar um segundo turno, a partir de quando as duas máquinas administrativas - Governo do Estado e Prefeitura Municipal - a exemplo de 2016 se encarregariam de sufocar as pretensões do deputado.

Para encontrar os nomes que possam provocar o tão desejado segundo, várias alternativas foram especuladas, a ponto de estarem cerca de oito pré-candidatos ensaiando entrar no baile, mas nenhum deles parece empolgar, tanto que a diferença entre o segundo colocado para Braide beira os 30 pontos percentuais, ou seja, vai ser preciso muito esforço para reverter esta situação, principalmente sabendo-se que 2020 está bem aí, e a partir da próxima quinta-feira começa a contagem regressiva para a eleição.

Pois bem, de onde menos Flávio Dino pudesse esperar eis que surge alguém que pode provocar o tão desejado segundo turno, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que, apenas com a especulação de que pode vir a ser chamada pelo seu partido para o desafio, já desponta como segunda colocada nas pesquisas como atesta levantamento do Instituto Econométrica, divulgada nesta fim de semana.

O problema é Roseana aceitar o desafio, provocar o segundo turno, ir para a disputa contra Braide e deixar Flávio Dino numa sinuca de bico: sem candidato, ser obrigado a apoiar um dos dois adversários ou então passar para o Brasil que o pretenso candidato a sucessor de Jair Bolsonaro em 2022 não tem prestígio nem para eleger prefeito.

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