23 de jan. de 2020

Na entrevista ao UOL, Flávio Dino sinaliza que está mais inclinado a compor com Luciano Huck do que com Lula

Na entrevista concedida ao portal UOL, o governador Flávio Dino (PCdoB) demonstra estar mais inclinado a aceitar uma candidatura de vice do apresentador de TV Luciano Huck do que entrar numa chapa que possa ter o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ou Fernando Haddad na cabeça. 

Embora tenha afirmado que Lula é a maior liderança popular do Brasil, quando indagado se comporia uma chapa com ele, disse que é cedo para decidir isto e leva a resposta para outro campo, contudo quando a mesma pergunta foi feita em relação a Luciano Huck, a resposta foi imediata: "não posso descartar".

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Eis as duas perguntas formuladas pelos jornalistas e as respostas do governador:

O senhor entraria numa chapa com o PT, com Lula ou Fernando Haddad, em 2022? 
- Está muito longe para discutir chapa para 2022, ainda não fui nem convidado. É desrespeitoso discutir chapa agora porque significa estabelecer uma de linha de chegada, antes mesmo da partida, acaba excluindo pessoas. É hora de fazer com que a esquerda retome a iniciativa na sociedade. Nunca tivemos um período de tanto retrocesso em direitos. Nem na ditadura militar houve tanta destruição do direito dos mais pobres. Veja como é difícil dizer isso, porque sou visceralmente crítico da ditadura militar. Nós temos que conter isto, e não vai ser a esquerda sozinha, não vai ser o PT, ou qualquer outra liderança.

O senhor entraria numa chapa com Huck?
- Isso dependeria, na verdade, do arranjo político que estaria junto com ele, ou com qualquer outro personagem. Sozinho, não faço nenhum tipo de aliança. Integro um partido político. Não posso descartar [a chapa com Huck], primeiro porque seria mal-educado da minha parte. Em segundo lugar, porque eu não sei exatamente para onde o conjunto de forças da esquerda vai caminhar.

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