25 de mar. de 2020

Para Roberto Rocha palavras de Bolsonaro geram mais calor do que luz; Eliziane e Weverton também criticam

A fala de Jair Bolsonaro, na noite desta terça-feira (24) em que criticou o isolamento social como forma de combater o coronavpirus, foi avaliada de maneira diferente pelos três senadores do Maranhão. Roberto Rocha (PSDB), foi o único que manifestou compreensão com a fala do presidente pela consequência econômica e social, mas acha que o discurso precisa ser revisto. “Bolsonaro pode até acertar no conteúdo, mas erra na forma. Como líder da nação, entendo que ele deve passar gestos de otimismo e coragem, como um comandante num campo de batalha. Mas não pode subestimar a força da palavra presidencial, senão vai sempre gerar mais calor que luz”.

Já Weverton Rocha (PDT) foi mais incisivo, afirmando que Bolsonaro contraria tudo o que se pesquisou sobre a doença. “O pronunciamento do presidente Bolsonaro vai na contramão da estratégia de combate ao coronavírus em todo o mundo. Irresponsável e inaceitável que ele insista em colocar vidas em risco, em nome dos resultados econômicos. Ainda bem que o STF devolveu autonomia aos governadores”, disse.

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Para Eliziane Gama (Cidadania), o presidente se superou. "A cada dia vemos que o presidente se supera. A Índia e o resto do mundo decretando quarentena e aqui a ordem do presidente é a aglomeração. Definidamente sem palavras pra definir tamanha irresponsabilidade". disse, que elogiou a reação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. "Muito boa a nota do pres. Alcolumbre e do vice, Anastasia. Bolsonaro, em seu discurso, agride a naçāo, transforma a vida em algo banal, divide o Brasil em um momento tāo difícil. Abre māo da prerrogativa de líder de um país para vender ideologia enferrujada e desumana".

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