31 de mar. de 2020

Segundo Fundação Getúlio Vargas, confiança dos empresários da indústria registra maior queda desde 2008

La industria, en el centro del desarrollo | El Cronista
GIRO ECONÔMICO

O Índice de Confiança Empresarial (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 6,5 pontos de fevereiro para março deste ano. Foi a maior queda desde a recessão de 2008/2009. Com o resultado, o indicador chegou a 89,5 pontos, em uma escala de zero a 200, o menor nível desde setembro de 2017 (88,5 pontos). A média do primeiro trimestre deste ano fechou 1,1 ponto inferior à média do trimestre anterior. Em médias móveis trimestrais, o índice caiu 2,2 pontos e inverteu a tendência ascendente iniciada em agosto do ano passado.

Em março, o Índice da Situação Atual, que mede a confiança no momento presente, recuou 0,8 ponto e passou para 91,7. Já o Índice de Expectativas, que mede a opinião dos empresários sobre o futuro, caiu 14,9 pontos, a maior queda desde outubro de 2008, passando de 102,6, zona de neutralidade, para 87,7 pontos, área de pessimismo.

Segundo o pesquisador da FGV Rodolpho Tobler, a confiança do empresário brasileiro sofreu impacto significativo pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). Houve piora em todos os setores, especialmente no comércio (11,7 pontos) e nos serviços (11,6 pontos). A indústria caiu 3,9 pontos e a construção, 2 pontos.

Compra de artesanato - A Secretaria de Estado do Turismo (Setur) lançou, nesta segunda-feira (30), o Programa Nosso Artesanato, com edital para selecionar artesãos que vão produzir peças para compor o kit promocional de divulgação do destino Maranhão em eventos e recepção aos visitantes do nosso Estado. As inscrições podem ser feitas até 14 de abril no site institucional da Setur. O governo vai adquirir 2 mil peças de 10 tipologias diferentes como cerâmica, azulejaria, bordado de aplicação, pulseiras com bordados de miçangas, souvenir em couro, biojoias de sementes típicas maranhenses, sacolas, rendas e produtos que utilizem a técnica reutilização/reciclagem com referências à cultura maranhense.

Quem pode, pode - Enquanto a maioria dos estabelecimentos de móveis e eletrodomésticos permanece fechada, cumprindo decreto do governador Flávio Dino (PCdoB) para não abrir as portas a fim de diminuir a circulação de pessoas e com isto evitar a proliferação do Covid-19, o Grupo Mateus pegou carona na permissão para funcionamento das empresas de alimentos e em todas as lojas onde há um Eletro Mateus anexo abriu as duas. Há casos em que a seção desses produtos está dentro da loja de supermercado ou atacarejo, mas em outras são independentes, mas ambas abrem. E ai.

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Segurança sanitária - De acordo com alerta do Ministério da Saúde, quando o coronavírus estiver no ponto mais crítico, o Brasil estará enfrentando o pico de contaminação de duas outras doenças que há anos matam no Brasil, mas ninguém liga: dengue e Gripe A1N1. Alertar a população seria interessante, e uma das maneiras de sensibilizá-la seria mostrar os números desses óbitos, mas aí revelariam a deficiência do Estado no combate de outras doenças, enquanto para enfrentar Coronavírus até governador se dispõe a dar entrevistas todos os dias.

Espertos prontos para golpe - Mesmo aqueles que todos os dias se ocupam nas redes sociais de criticar os governos federal e estadual por não estarem dando a atenção que acham as mais apropriadas para enfrentar coronavírus estão prontos para entrar em ação quando começarem os cadastros dos que terão direito a uma renda de R$ 600. Vão colocar parentes que não têm renda, porém não informarão que isto se dá por opção, seja de esposa, filho etc, ou seja quem não teve renda interrompida. Resumindo, mais uma vez o pobre vai ficar esperando de os malandros usufruindo do dinheiro público.

Quem vai para o sacrifício - Não se pode brincar com coronavírus, é verdade, mas o isolamento social tem sido injusto para algumas pessoas, que precisam trabalhar enquanto quem está em home office pede para ficar em casa. Feirantes, garis, motoristas e cobradores de ônibus, porteiro de condomínio, frentista de postos de combustíveis, caixas de supermercados e tantos outros estão na linha de frente, numa boa, mesmo sabendo dos riscos. Estes são tão heróis quanto médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde todos os dias homenageados pela televisão.

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