15 de abr. de 2020

Controle de clientes dentro de supermercados exigido pelo governo já foi testado sem sucesso pelas empresas

Clientes retidos em loja do Mateus no bairro do Anil: experiência não deu certo
A medida baixada por decreto do governador, nesta quarta-feira (15), para conter aglomerações dentro de supermercados já foi testada pelas próprias empresas e não deu certo, pois o controle de pessoas no interior das lojas acabou gerando confusão e acúmulo de pessoas do lado de fora, portanto foi recebida com preocupação pela classe empresarial do setor que não vê com simpatia os donos dos estabelecimentos serem encarregados de controlar esse fluxo.

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De acordo com o dirigente de uma entidade patronal, o problema é que às vezes uma pessoa vai comprar apenas três itens - pão, leite e café, por exemplo - e fica proibida de entrar enquanto no interior da loja estiverem outros clientes, alguns fazendo compras para o mês inteiro, e isto gera impaciência, incompreensões, discussões com funcionários, podendo acabar até em violência.

Com o decreto criou-se uma outra situação: o bloqueio de metade dos estacionamentos das empresas, o que pode gerar filas de veículos em ruas e avenidas nas proximidades da loja, congestionando o tráfego na cidade. Uma loja do Mix Mateus no João Paulo, por exemplo, com 50% do estacionamento bloqueado provocará um grande engarrafamento na Avenida São Marçal, ou seja, mais serviço para a Guarda Municipal.

De acordo com esse dirigente, os empresários querem contribuir com as medidas do governo para conter a pandemia de coronavírus, mas medidas como esta não podem ser tomadas ouvindo-se não apenas a comunidade médica, mas quem está diretamente ligado à atividade, daí aguardar um reexame da medida, até porque ela pode gerar uma sensação de desabastecimento e provocar uma corrida desnecessária ao comércio.

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