30 de abr. de 2020

Se proibirem veículos de circular, melhor fechar postos, diz presidente do Sindcombustíveis ao comentar lockdown

Posto de combustível na Ponta do Farol, vazio, com o sumiço dos clientes
O empresário Leopoldo dos Santos Neto, que preside o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Maranhão (Sindcombustíveis-MA), recebeu com perplexidade a determinação judicial para que seja decretado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) o isolamento de São Luis, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa como estratégia de combate ao coronavírus. A preocupação do empresário diz respeito à proibição para circulação de veículos de passeio.

Para ele, "se isso for decretado, é melhor fechar os postos", pois estão já estão operando com 60% de queda nas vendas e sem esses clientes não se justificará a abertura, e isto afetará a arrecadação de ICMS e aumentará o desemprego no Estado.

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Diz a determinação do juiz Douglas Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos:

"Vedação de circulação de veículos particulares, salvo para compra de alimentos ou medicamentos, para transporte de pessoas para atendimento de saúde ou desempenho de atividades de segurança ou no itinerário de serviços considerados como essenciais por Decreto Estadual";

Um outro ponto que preocupa: "Vedação de entrada/saída de veículos da Ilha, por 10 dias, salvo caminhões, ambulâncias, veículos transportando pessoas para atendimento de saúde, veículos no desempenho de atividades de segurança ou no itinerário de serviços considerados essenciais por Decreto Estadual". Caso isto seja determinado, os caminhões que fazem o transporte de combustível estarão proibidos de levar gasolina, óleo diesel, etanol e gás GLP para o interior do Estado. É esperar pelo que virá.

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