2 de mai. de 2020

Com medo do lockdown, consumidores se aglomeram em filas nos supermercados e ficam expostos ao coronavírus

Temerosos do rigor com o bloqueio de estradas, ruas e avenidas que será imposto pelo Governo do Estado, a partir de terça-feira (05), com a aplicação do lockdown a fim de conter o coronavírus, milhares de pessoas se aglomeraram em filas nas proximidades e no interior de supermercados neste sábado (02) a fim de garantirem o abastecimento de suas cozinhas, bem como pequenos comerciantes trataram de comprar mercadorias para sortir suas quitandas, quiosques etc, já que poderão ficar impedidos de transitar se não tiverem uma justificativa clara de que estão em busca de produtos de primeira necessidade, seja para consumo próprio ou para revender.

Toda a confusão se criou desde a noite de quinta-feira (30 de abril) quando foi anunciada a decisão do juiz Douglas Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, de determinar ao Governo do Estado a decretação de um isolamento rigoroso nos quatro municípios da Ilha de São Luis: além da capital, Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar. Pela determinação do magistrado, só poderão funcionar supermercados, farmácias e outros estabelecimentos de primeira necessidade que serão definidos pelo decreto que o governador vai assinar neste domingo (03) para entrar em vigor dia 05.

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No bairro do Maiobão, em Paço do Lumiar, em frente ao Comercial Menezes, as pessoas tiveram de se organizar em filas no leite da MA que liga São Luís e São José de Ribamar. A mesma concentração foi vista na loja do Mineirão, atacarejo inaugurado neste sábado, no mesmo endereço onde funcionou o Makro, no bairro do Angelim.

O mais dramático é que com essa corrida esses consumidores estão provocando um efeito contrário do objetivo do decreto, que seria protegê-lo, posi na aglomeração muitos correm o risco de infectar.

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