13 de mai. de 2020

Covid-19 já circulava no país bem antes do carnaval, sem nenhuma medida preventiva para proteger a população

No carnaval deste ano, Flávio Dino manteve distância dos foliões
Na entrevista desta terça-feira (12), para atualização dos números sobre coronavírus, o secretário-substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, informou que há 39 casos de coronavírus identificados no sistema de informação nacional antes de 26 de fevereiro, data do primeiro caso confirmado no país.

O Ministério da Saúde pediu para que as secretarias estaduais façam investigação mais detalhada para analisar como se deram esses casos e transmissão.
“No Sivep gripe temos mais de 100 mil casos nesses primeiros quatro meses. Queremos entender melhor, [para saber] se trata-se de erros de digitação. Para nos certificarmos que se trata de casos, precisamos da contribuição das secretarias estaduais e municipais”, disse o secretário.

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No Brasil, por sua vez, o vírus começou a ser disseminado por volta da primeira semana de fevereiro, ou seja, antes do feriado de Carnaval.  Sobre isso, desperta curiosidade o fato de Flávio Dino (PCdoB), ao contrário de anos anteriores, não ter participado da festa. O único registro do governador no carnaval, ele está nos jardins do Palácio dos Leões, assistindo ao desfile de blocos, bem distante dos foliões.

Flávio Dino em carnavais passados, brincando no meio da multidão
A primeira morte em decorrência do vírus no país foi registrada no Rio de Janeiro, na quarta semana epidemiológica, entre 19 e 25 de janeiro. Já a transmissão local ou comunitária estava em curso em São Paulo, desde 04 de fevereiro, muito antes do 13 de março, data dos registros oficiais, informam os dados.

O estudo foi feito através de uma metodologia estatística de inferência, que utiliza como base os registros de falecimentos, além de análises dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

No Maranhão, o primeiro registro oficial sobre a infecção deu-se no dia 20 de março, e o primeiro óbito nove dias depois, mas as especulações por conta de internações de suspeitos vinham sendo noticiadas com frequência, sempre com desmentidos dos órgãos oficiais e dos hospitais onde se dava as internações. 

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