9 de mai. de 2020

Nos estados onde coronavírus mais avança governadores miram mais o presidente que o vírus com suas ações

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Não se sabe qual relação há nisso, mas é curioso que dos dez estados com maior índice de mortes por coronavírus, em oito, os governadores são os que assumem oposição mais ferrenha ao governo federal e não há um dia em que, ao apresentarem seus balanços sobre a pandemia, não façam críticas diretas ou indiretas, de caráter político, ao presidente Jair Bolsonaro, quase sempre com pregação de sua destituição do cargo. 

Quanto às medidas adotadas para enfrentamento da doença, isolamento social, adoção de protocolos de atendimento e até mesmo uso de medicamentos sejam exclusividade deles e de seus prefeitos, já que assim decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF).Não se sabe qual governador é que mais se opõe a Bolsonaro, mas com certeza João Doria (PSDB), Wilson Witzel (PSC) e Flávio Dino (PCdoB) disputam esse posto. Saiba como estão seus estados:

  • São Paulo, governado por João Doria (PSDB), que se elegeu com a adoção do nome Bolsodoria, uma junção de seu nome ao do presidente, mas virou inimigo do presidente, se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos: 3.416. 
  • O estado do Rio de Janeiro é governado por Wilson Witzel (PSC), outro que se elegeu colando seu nome ao do presidente, mas hoje é um dos seus mais ferrenhos críticos. Lá são 1.503.
  • Ceará, com 966 falecimentos, é governado por Camilo Santana (PT), que mantém uma linha de equilíbrio, mas por trás dele está Ciro Gomes, que hoje se apresenta como "terror de Bolsonaro". 
  • Pernambuco, com  927, é governado por Paulo Câmara (PSB).
  • Embora seja governado por Wilson Miranda (PSC), que faz uma linha de apoio ao Planalto, o Amazonas contabiliza 874 óbitos e a concentração da pandemia é sua capital, Manaus, que tem como prefeito o raivoso Arthur Virgílio Neto (PSDB), que sempre vai {a TV xingar, acusar e chorar.
  • O Pará tem como governador um crítico ferrenho de Bolsonaro, Helder Barbalho (MDB). Suas mortes somam 515. 
  • Governado pelo comunista Flávio Dino (PCdoB), crítico desde a campanha de Bolsonaro, o Maranhão contabiliza 355 mortos.
  • Bahia, governado pelo petista Rui Costa, soma 183 óbitos.
  • Espírito Santo é governador por Renato Casagrande (PSB), um crítico ao governo federal, embora com mais moderação. Seus mortos: 165.
  • Minas Gerais é governado por Romeu Zema (novo), que vez por outra sai em defesa do governo federal,. É o décimo estado em mortes: 139.

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