18 de mai. de 2020

Flávio Dino chama de "delírios ideológicos" defesa da cloroquina, mas disponibiliza remédio na rede pública

Em seu artigo semanal deste domingo (17), o governador Flávio Dino (PCdoB) volta a abordar a polêmica sobre o uso ou não de hidroxicloroquina e cloroquina para tratamento de coronavírus e diz que não vai atender a estranhos pedidos para dizer aos médicos cloroquina é eficaz.

"Lamento que ainda existam pessoas que embarquem em delírios ideológicos e cheguem a esse ponto, aumentando o caos sanitário como estamos vendo em nível nacional", disse ele admitindo a existência de um debate político sobre a questão.

Apesar da resistência ao remédio, diz que ele está disponível nas unidades de Saúde:

 "Como repito há várias semanas, a cloroquina está disponível na rede pública estadual, mas não é o governador quem decide a prescrição, e sim os médicos, e não serei eu a violar a lei e determinar a prescrição em massa deste ou de qualquer outro medicamento, como se eu fosse médico", comenta.

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Eis o trecho do artigo do governador em que ele aborda a questão da cloroquina:

A única coisa que não farei, nesse difícil momento, é ultrapassar meus conhecimentos técnicos e receitar remédios. Recebi estranhos documentos pedindo que eu diga aos médicos que a cloroquina é eficaz contra o coronavírus, o que agride um princípio que cultivo com rigor: o da legalidade. Lamento que ainda existam pessoas que embarquem em delírios ideológicos e cheguem a esse ponto, aumentando o caos sanitário como estamos vendo em nível nacional. Como repito há várias semanas, a cloroquina está disponível na rede pública estadual, mas não é o governador quem decide a prescrição, e sim os médicos, e não serei eu a violar a lei e determinar a prescrição em massa deste ou de qualquer outro medicamento, como se eu fosse médico. Quanto ao tratamento nas redes municipais, também não detenho competência legal para interferir nisso, pois somos uma Federação e os municípios têm seus próprios governos, seus orçamentos e equipes de saúde.

Em vez de ódios e agressões, devemos ter fé e esperança. Com a contribuição de todos, observamos uma mudança do caráter da curva de casos em muitas regiões do Maranhão, que já está menos exponencial. É resultado da série de medidas preventivas aplicadas desde março. Confio que serão enormes os benefícios refletidos naquilo que mais importa: SALVAR VIDAS. Unidos e conscientes, vamos vencer!

Um comentário:

Anônimo disse...

Papada deveria era ter vergonha na cara de ter deixado tantas pessoas morrerem por falta do medicamento e desse isolamento vertical ridículo.