10 de mai. de 2020

No mês de abril foram emplacadas em São Luís apenas dez motocicletas, segundo dados da Fenabrave

GIRO ECONÔMICO

No mês de abril de 2019, foram emplacadas em São Luís, 532 motocicletas e em março deste ano, mesmo com as restrições ao comércio de veículos por conta da pandemia de coronavirus, foram 442, mas em abril passado foram apenas 10 unidades, isto mesmo: dez. Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e este é mais um retrato dos efeitos das medidas ainda mais restritivas ao setor produtivo.

Pará Cristino Jardim, diretor comercial da Alvorada Motos, concessionária Honda e maior empresa no ramo de duas rodas no estado, a queda era previsível. No início de abril, ele anunciou vendas inexpressivas em maio. Os números poderiam ser ainda mais assustadores para o setor se não estivesse embutido o saldo do final de março, computado somente em abril.

A previsão é que maio seja ainda mais desastroso, caso não haja flexibilização do governo para que as concessionárias voltem a funcionar ainda que sejam impostas normas de controle, como uso de máscaras e outros produtos de proteção e limpeza, para empregados e clientes,  agendamento etc.

Venda de Chery - Apesar de a transação estar fechada, a transferência da bandeira Caoa Chery, da Auvepar para Saga, foi adiada para o mês de junho. Segundo Carlos Gaspar, concessionário atual, o adiamento deu-se em face da situação econômica consequência do combate à pandemia de coronavirus. Ao que tudo indica, a mudança deve ocorrer dia 1° de junho.

Reservas dos bancos - Com a crise econômica gerada pela pandemia de covid-19, os bancos reforçaram provisões para o caso de calote dos clientes, o que ajudou a reduzir o lucro no primeiro trimestre deste ano. Entre os maiores bancos do país que já divulgaram o resultado do primeiro trimestre está o Banco do Brasil (BB) que registrou lucro líquido de R$ 3,2 bilhões, queda de 20% em relação ao mesmo período de 2019.

Empresários do setor de Educação se reuniram por videoconferência com
o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, mas não chegaram
a definir quando haverá retornar das atividades escolares
Economia na pandemia - O governador Flávio Dino (PCdoB) não gosta quando notícia ou comentário sobre a crise econômica atual faça menção às medidas do governo para frear a proliferação do covid-19. Prefere atribuir a crise à própria pandemia, pois nem tudo, segundo ele, parou por força de decreto e cita como exemplo o setor aéreo em que as empresas estão com seus aviões em terra porque não vale a pena voar, já que não há passageiros para transportar.

Antecipação de feriado - Das medidas anunciadas sexta-feira (08) pelo governador Flávio Dino, a mais surpreendentes e incompreensível é o feriado do próximo dia 15 para efeitos do rodízio de veículos em São Luís. Segunda (11) e quarta-feira (13) poderão circular apenas os veículos com placa de final ímpar; na terça (12) e quinta-feira (14) poderão circular os tenham placas com final par. Sexta-feira (15) será o feriado antecipado de Adesão do Maranhão à Independência, comemorado dia 28 de julho. Nesse dia, ambas as placas podem circular, se houver motivação, assim como sábado (16) e domingo (18), mas o transporte intermunicipal de passageiros será suspenso por conta do "feriadão".

Abre ou fica fechado? - Sexta-feira (08) e sábado (09), o secretário de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo, reuniu, por videoconferência, empresários dos setores de construção civil, material de construção e educação para negociarem a retomada de suas atividades. Blábláblá, e nada ficou definido,  devendo esses empresários enviarem propostas sobre como pretendem reiniciar seus negócios.

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