7 de jul. de 2020

Líderes empresariais e autoridades públicas debatem obras paralisadas no Maranhão por iniciativa da Cbic

Sem que tenham sido apresentado os números no estado,  a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou, nesta segunda-feira (06), um debate, via teleconferência, sobre "O labirinto das obras públicas". Lideranças empresariais e autoridades públicas participaram das discussões. Saiba o que cada uma delas opinou:

  • Ao destacar que o Maranhão foi o estado com menor redução de empregos no Nordeste, Carlos Eduardo Lima Jorge, presidente da Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da Cbic, elogiou o governo local por entregar hospitais para atender os casos de coronavírus, que ficarão como legado. "Várias ações nas áreas de infraestrutura e educação estão sendo realizadas buscando a melhor maneira de superar essa crise", disse. 
  • Para Edilson Baldez, presidente da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), é preciso uma nova legislação para obras públicas. “Temos que trazer o legislativo para o debate, que precisa se debruçar no assunto para aprimorar essa legislação sobre os contratos. Vamos dialogar, debater e descobrir em que podemos melhorar esse processo para facilitar o desenvolvimento via desburocratização”.
  • O presidente do Tribunal de Justiça, Lourival Serejo, acredita que essa conexão com o poder judiciário é viável. Um caminho sugerido por ele para combater a insegurança jurídica é a conciliação. “Essa ferramenta é uma forma inteligente que busca uma solução ideal para eliminar a demora e divergências contratuais. Estamos treinando conciliadores com expertise para trabalhar com isso.”
  • O vice-presidente do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA), Washington Oliveira, defendeu mudanças na gestão pública “Esse é um dos focos primordiais dos controladores externos, que traçam um diagnóstico preciso sobre os procedimentos que envolvem a contratação das obras. Devemos consolidar uma nova cultura para que o acompanhamento dos recursos seja regra e não exceção”, ponderou Oliveira.
  • Para o secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto Silva, é preciso identificar um ponto de equilíbrio que permita que todos os agentes envolvidos consigam executar as atividades com o máximo de segurança administrativa, jurídica e técnica. 
  • Já Felipe Costa Camarão, secretário estadual da Educação, acredita que será possível equilibrar a escassez de recursos com a necessidade de obras públicas. “Ao passo em que hoje temos mais de cem obras educacionais em execução, temos também cerca de 60 obras paradas e que precisam ser relicitadas. A pandemia nos trouxe situações novas, e os estado tem uma demanda acima do que o mercado pode absorver”.
  • O presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ted Lago, apontou vários indicadores de que a entidade está próxima a uma governança eficiente. Foi um choque sair da iniciativa privada e chegar na pública. "A aproximação e diálogo é necessário, temos compliance totalmente implantado. Essa mudança cultural é um choque inicial, mas dá transparência na empresa privada e gestor público”, reforçou.
  • Fábio Ribeiro Nahuz, presidente do Sinduscon, provocou os participantes sobre a necessidade de o Building Information Modeling – Modelagem de Informações da Construção (BIM) ser uma bandeira de todos, pois a ferramenta traz uma segurança técnica e jurídica para o setor. Com a tecnologia , é possível criar digitalmente um ou mais modelos virtuais precisos de uma construção, além de oferecer suporte ao longo das fases do projeto, permitindo melhor análise e controle do que os processos manuais.

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