5 de jul. de 2020

PSDB no Maranhão padece hoje da mesma indefinição de 2017 que motivou a troca de Brandão por Roberto Rocha

Roberto Rocha demonstra mais alinhamento com o projeto de reeleição
do presidente Jair Bolsonaro do que com a eleição de João Doria
Salvo melhor interpretação, o PSDB no Maranhão atravessa hoje um desalinhamento com o diretório nacional muito parecido com o existente em 2017, que motivou a intervenção para tirar do comando o vice-governador Carlos Brandão e colocar em seu lugar o senador Roberto Rocha. O argumento de três anos atrás era que o então presidente estadual estava mais preocupado com a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) do que com o projeto nacional de eleger o então governador de São Paulo Geraldo Alckmin presidente da República, ou seja, funcionava mais como um puxadinho do Palácio dos Leões, como dizia o senador tucano ao justificar sua movimentação para assumir o comando do ninho no estado.

Pois bem, o que se vê no PSDB do Maranhão hoje é um total alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro e uma dissociação com o projeto nacional do partido para 2022 que seria o de eleger outro governador de São Paulo, João Doria, presidente.

O mais impressionante é que, a rigor, pelo menos em termos de alinhamento político, Brandão estaria bem mais próximo do projeto de Doria do que Rocha. Na condição de vice-governador, ele é um dos maiores aliados de Flávio Dino, que, por oposição a Bolsonaro, hoje caminha no mesmo compasso do colega paulista, que seria o de desgastar o chefe do Executivo Nacional, se possível, até afastá-lo por meios legais, a fim de abrir caminho para um novo projeto político, que lá na frente conservadores e esquerdistas se encarregarão de mostrar quem tem a melhor proposta.

Doria não esconde de ninguém que pretende ser presidente e Bolsonaro também não consegue disfarçar que se movimenta para conquistar um segundo mandato, porém, pelo comportamento de Roberto Rocha, os tucanos maranhenses abraçam mais um projeto de reeleição do atual do que sua substituição, e basta acompanhar suas postagens no Twitter para se concluir de quem ele está mais próximo, como estas da última sexta-feira (03):

A BR-135 é a única rodovia que chega a Ilha de São Luís. Ao longo de anos tem sido uma vergonha para todos os maranhenses. Agora, quem está fazendo é o EXÉRCITO BRASILEIRO. Faremos também em outras BR’s, no Maranhão 
Obrigado, Bolsonaro!
Primeiro a gente faz,
Depois a gente fala!


Fico feliz de fazer parte destas conquistas e poder anunciá-las. Importante registrar que esses mais de 06 bilhões, já transferidos, foram de março a junho deste ano. Muito mais está por vir. No final desta pandemia o Maranhão terá recebido mais de 10 bilhões de reais.

O governo federal tem sido muito generoso com o Maranhão, não há como negar. Apesar da hostilidade e falta de respeito do governador e seus aliados com o presidente Bolsonaro, o Maranhão segue recebendo recursos como nunca antes na história do estado.

Quanto a Doria, nunca nenhuma menção, nem mesmo naquilo em que mais se esforça para mostrar iniciativas que seriam de âmbito nacional, como, por exemplo, o acordo com a China para desenvolvimento de uma vacina contra covid-19, por meio do Instituto Butantan.

No comando do PSDB, Brandão botou no mesmo palanque
Aécio Neves, adversário de Dilma, e Flávio Dino, aliado do PT
Brandão, por sua vez, sempre discreto, nunca utiliza as redes sociais para comentários políticos exagerados, nem mesmo para se autopromover, numa clara demonstração de que é um autêntico tucano, mesmo com plumagem alheia, já que hoje pertence aos quadros do Republicanos, o que lhe daria até motivos, se assim quisesse também, para um alinhamento com o Planalto, por estar seu partido na base aliada e ser a mesma legenda do senador Flávio Bolsonaro, ou como pretende o presidente, o 01.

Que tempos!

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