14 de ago. de 2020

LIDO, VISTO E OUVIDO

Especialistas tentam explicar aumento da aprovação de Jair Bolsonaro, mas Nagib Haickel teria a melhor explicação

Desde  divulgação, nesta sexta-feira (14), dos números da mais recente pesquisa Datafolha sobre a aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro, que aumentou de 32% para 37%, enquanto a desaprovação caiu de 37% para 34%, muitos especialistas em política - sendo que a maioria passa o dia inteiro, todos os dias, falando mal do presidente - tentam entender o fenômeno e, indiretamente, culpam os pobres, pois estariam satisfeitos demais com o auxílio emergencial de R$ 600 para compensar as perdas da suspensão das atividades econômicas para enfrentamento do covid-19..

De fato deve ser muito incômodo para uma emissora como a Rede Globo, que dedica seus cinco telejornais para falar mal do governo, todos os dias; para políticos como Flávio Dino, Ciro Gomes, Gleisi Hoffmann, Lula, João Doria e outros que todos os dias, o dia todo, discursam contra o presidente nas redes sociais e entrevistas a veículos de comunicação; para intelectuais, artistas, cientistas que todos os dias, o dia todo, fazem as mais diversas análises contra o presidente; verem a popularidade de Bolsonaro aumentar em vez de cair, ou seja, é como estivesse pregando ao vento.

Pois bem, o ex-deputado Nagib Haickel, que foi um dos mais polêmicos políticos do Maranhão, costumava contar como sua votação aumentou consideravelmente na região do Pindaré depois da instalação de uma emissora de rádio, que todos os dias, o dia todo, falava mal dele.

Encerrada a eleição, quando se encontrou no Congresso Nacional com o dono da emissora, o também deputado Raimundo Vieira da Silva, os dois travaram um debate sobre esse fenômeno.

- Não entendi essa, Nagib, minha rádio falava mal de ti o tempo todo e tu tiveste mais votos do que eu...

- Pois é, em vez de tu botares rádio para falar bem de ti, tu só falavas mal de mim e no dia da eleição o eleitor só lembra de um nome: Nagib Haickel.

Resumindo, se os analistas, políticos, artistas, cientistas... estivessem exaltando mais o que fazem e em vez de apenar descarregarem ódio em suas falas, talvez a aprovação do presidente estivesse em queda, mas, pensando bem, essa gente teria outro assunto para tratar?


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